Equador sugere 'vaquinha' para EUA assinarem Kyoto

O governo do Equador convocou hoje a Bolívia, Venezuela, Cuba e outros governos para fazerem uma "vaquinha", cujo dinheiro seria oferecido aos Estados Unidos em troca da assinatura do Protocolo de Kyoto, documento que regula as emissões de gases causadores do efeito estufa. A proposta foi feita pelo chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, durante a Cúpula dos Povos sobre Mudanças Climáticas e Direitos da Mãe Terra, realizado na Bolívia.

AE-AP, Agência Estado

22 de abril de 2010 | 15h57

Ele disse que, recentemente, Washington reduziu em US$ 2,5 milhões sua ajuda ao Equador porque o governo de Quito nega-se a reconhecer o acordo de Copenhague que estabelece novos marcos regulatórios sobre a emissão de gases, que foi recusado na conferência na Bolívia.

"Como resposta digna e soberana, decidimos oferecer formalmente aos Estados Unidos US$ 2,5 milhões para que assinem o Protocolo de Kyoto, e quisemos convidar os governos de outros países para fazermos uma coleta mundial porque não vamos aceitar essas chantagens", disse ele. "Nós fizemos o primeiro aporte", afirmou.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que estava ao lado do chanceler, disse, em meio a sorrisos, que apoia a proposta. O governo equatoriano disse que vai apoiar a criação de um tribunal climática para julgar os países que descumprem as normas de corte de emissões de gases de efeito estufa.

Patiño disse também que seu país está decidido a criar um imposto às importações de petróleo para financiar programas recuperação da natureza. Os Estados Unidos estiveram no centro da questão da conferência.

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