Equador vai investigar ligações de ex-árbitro com o tráfico

Byron Moreno foi preso em Nova York com seis quilos de heroína e Justiça equatoriana deve identificar se há 'negligência ou cumplicidade' do detido

Efe

23 de setembro de 2010 | 02h47

QUITO - A Justiça do Equador anunciou na quarta-feira, 22, o início de uma investigação para determinar as possíveis conexões do ex-árbitro de futebol Byron Moreno com redes do narcotráfico, após sua detenção na terça, em Nova York, com seis quilos de heroína.

Antonio Gagliardo, fiscal chefe do distrito na cidade litorânea de Guayaquil, de onde Moreno saiu rumo aos Estados Unidos, indicou que ordenou a abertura de uma investigação sobre o caso.

Os trabalhos ficarão a cargo da agente do Ministério Público Martina Aguilera.

O objetivo da investigação, segundo o fiscal, é identificar se houve "negligência ou cumplicidade" para que Moreno saísse do país com drogas.

"Vamos investigar exaustivamente" para determinar se houve cumplicidade das autoridades ou de policiais ou "se foi uma situação que se escapou do controle das autoridades do aeroporto", acrescentou.

No entanto, destacou que isto "não deveria ter acontecido", pois os controles nos terminais aeroportuários do país são rigorosos.

Além disso, Gagliardo ressaltou que "é preciso investigar quem entregou a droga a Moreno, quanto ia receber no Equador, quem está atrás desta máfia organizada".

"Há alguém por trás", afirmou o fiscal, que disse ainda que "chama atenção como alguém que foi árbitro de Copas do Mundo, um jornalista esportivo reconhecido no país" e que atualmente tinha bons empregos em rádios e canais de televisão, tenha cometido esse delito.

Moreno "estava levando mais de meio milhão de dólares em drogas", lembrou Gagliardo, que reiterou que a investigação será "exaustiva".

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