Dolores Ochoa/AP
Dolores Ochoa/AP

Equador venderá hidrelétrica para enfrentar crise econômica após sismo

Sopladora é a terceira maior hidrelétrica do país e tem capacidade para produzir 487 MW. Segundo Correa, que estimou as perdas com o terremoto em US$ 3 bilhões, ela está ‘praticamente pronta’

O Estado de S. Paulo

02 Maio 2016 | 08h53

QUITO - O Equador colocará à venda uma de suas oito hidrelétricas, entre outros ativos do país, para enfrentar as consequências econômicas do terremoto que devastou a costa do país há duas semanas, anunciou no sábado o presidente Rafael Correa.

"Decidimos colocar à venda a Sopladora, uma hidrelétrica que está praticamente pronta, faltam 2%", disse Correa em seu relatório semanal.

O presidente havia anunciado em 20 de abril uma série de medidas para lidar com a emergência provocada pelo terremoto de 7,8 graus na escala Richter que deixou mais de 650 mortos, 32 desaparecidos e mais de 20 mil desabrigados.

"Construímos as hidrelétricas, o que fizemos bem, alcançamos a soberania energética, somos exportadores de energia, mas, dadas as circunstâncias, temos que vender uma hidrelétrica", disse Correa.

A Sopladora, localizada entre as províncias de Azuay e Morona Santiago, é a terceira maior hidrelétrica do país, com capacidade para produzir 487 MW.

A central faz parte de uma rede de oito hidrelétricas em construção, com as quais o Equador, um país petroleiro, espera deixar de importar energia elétrica e se tornar um exportador de energia limpa.

O Equador deve apresentar em seis semanas um relatório final sobre os prejuízos causados pelo teremoto. Presidente estimou as perdas em US$ 3 bilhões. /AFP

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