Equatorianos aprovam referendo com restrições à mídia

O presidente do Equador, Rafael Correa, conseguiu a aprovação no referendo realizado no sábado de suas propostas para reformar o Judiciário e regular a imprensa. Entre as mudanças propostas está uma reforma que permitirá ao governo impedir que o proprietário de uma empresa de comunicação tenha outros interesses comerciais, além de responsabilizar os jornalistas por suas matérias - medida vista pelos críticos como uma ameaça à liberdade de expressão.

AE, Agência Estado

09 de maio de 2011 | 08h50

"Obtivemos uma nova vitória eleitoral contundente", disse o presidente. Os resultados são um indicador de uma possível reeleição de Correa, de 48 anos, em 2013. Apurados 33% dos votos, nove das dez reformas apresentadas por Correa receberam um apoio de 50,2%, segundo o Conselho Nacional Eleitoral.

A oposição disse que a votação foi marcada por fraudes. No entanto, um organismo de observação internacional considerou como "legítimo" o referendo equatoriano. "Foi um processo regular, legítimo, a logística foi correta e a participação ocorreu de forma adequada", disse o chefe da União Interamericana de Organismos Eleitorais, o costa-riquenho Joseph Thompson. Os observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) não emitiram nenhuma nota sobre a votação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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