Equatorianos criam comitê apoiando Morales ao Nobel da Paz

Dirigentes de movimentos sociais, intelectuais e líderes indígenas do Equador formaram nesta segunda-feira, em Quito, um comitê para impulsionar a candidatura do presidente boliviano, Evo Morales, ao prêmio Nobel da Paz.O comitê equatoriano é integrado, entre outros, pelo próximo vice-presidente da República, Lenin Moreno, assim como os líderes da Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie), Luis Macas; e o das Organizações Camponesas (Fenocin), Pedro de la Cruz.Também farão parte do comitê o escritor equatoriano Jorge Enrique Adoum; o representante da Assembléia Permanente de Direitos Humanos, Alexis Ponce, e Alfredo Vera, presidente da Fundação "Capela do Homem".A cerimônia de integração do comitê "pró-Morales" também teve a participação da filha do ex-guerrilheiro Ernesto "Che" Guevara, Aleida.Morales, que visita Quito para assistir amanhã à posse do presidente eleito do Equador, o esquerdista Rafael Correa, agradeceu a criação do comitê e disse que, "com prêmio Nobel ou sem prêmio", continuará "ao lado dos indígenas na libertação da América Latina"."É fácil chegar à Presidência, é uma festa interessante, o difícil é nacionalizar os recursos naturais, sobretudo quando certas famílias se juntam para boicotar o trabalho", disse Morales.O presidente boliviano manifestou que as mudanças não são imediatas, mas disse que, apesar disso, em menos de um ano no poder conseguiu fazer com que as condições fiscais em seu país melhorassem."Desde os anos 70 sempre tivemos déficit fiscal, eu dizia na campanha do ano passado e nos primeiros dias de Governo que precisava de dois ou três anos para que a Bolívia deixasse de ser um Estado mendigo; quero dizer-lhes que em menos de um ano temos melhores condições", afirmou.O presidente boliviano convocou os povos indígenas do Equador para que se unam à mudança oferecida pelo novo presidente eleito, pois considerou que as transformações só se fazem com o respaldo da população.Morales pediu ao povo que não abandone os governantes esquerdistas da região, pois disse que "todos estão convidados para a mudança e o trabalho conjunto".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.