Equipe americana chega à China na terça

Uma equipe norte-americana deve chegar na terça-feira à China para inspecionar o avião espião da Marinha dos Estados Unidos que fez um pouso forçado na ilha da Hainan em 1º de abril, disse hoje o embaixador americano em Beijing, Joseph Prueher.Ontem, a China havia afirmado que iria permitir que os Estados Unidos inspecionassem o o avião espião EP-3. A agência de notícias oficial chinesa, a Xinhua, informou que uma equipe americana inspecionará a aeronave, envolvida no choque que matou Wang Wei, piloto do caça chinês, na base militar da ilha de Hainan, onde permanece o avião.O embaixador, porém, não informou as datas exatas de chegada e e de inspeção do avião danificado. Ontem, Ken Lisaius, porta-voz da Casa Branca, disse que uma equipe estava em Okinawa, Japão, pronta para seguir viagem à China.Segundo Prueher, o fato de a China permitir que o avião seja inspecionado indica que os chineses querem encerrar o incidente, que aumentou as tensões entre os dois países. "Estamos satisfeitos, pois este é um primeiro passo para recuperarmos o avião", disse Prueher, na embaixada norte-americana em Beijing. IndenizaçãoApesar de considerar a autorização uma iniciativa "muito positiva, o vice-presidente americano, Dick Cheney, negou que os Estados Unidos planejem indenizar a China por causa do choque do caça chinês com o EP-3, como foi divulgado pela agência Xinhua."Pagaremos os custos pela recuperação do avião para o seu transporte e por tudo aquilo necessário para trazer o EP-3 para casa", afirmou Cheney. "É legítimo pagar pelos custos associados ao aparelho, mas nada além disso", confirmou o vice-presidente.Segundo a Xinhua, os EUA teriam concordado em fazer ´inespecíficos pagamentos´. O documento liberado pela agência revela também que o governo chinês ainda não definiu quando a equipe americana inspecionará a aeronave.

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