Equipe americana deixa a China

Os técnicos americanos que foram à ilha de Hainan inspecionar o avião espião da marinha americana, danificado após a colisão com um caça chinês, já deixaram a China, informou a embaixada dos Estados Unidos na China e a agência de notícias Xinhua. A equipe de inspetores da Lockheed Martin, fabricante do EP-3E Aries II, já está voando ao Havaí, disse um porta-voz da embaixada que pediu para não ser identificado.Os oficiais norte-americanos disseram que vão transmitir os dados dos relatórios a partir da base no Havaí. A agência Nova China disse que os dados da investigação chinesa no avião foram passados aos técnicos americanos. A Xinhua também não mencionou um possível retorno do avião espião, que está avaliado em US$ 80 milhões. Os Estados Unidos, porém, pretendem recuperar o avião. Mas os técnicos concluíram que o avião deve ser reparado para poder deixar a ilha de Hainan. O Secretário da Defesa, Donald H. Rumsfeld, queria que o EP-3E fosse removido de Hainan para então ser reparado, mas as autoridades chinesas rejeitaram a idéia. Uma alternativa seria desmontar o aparelho turboélice e transportá-lo em uma embarcação ou em uma aeronave de carga. Ainda não está claro se a administração Bush pressionará Pequim para obter permissão de vôo.SoluçãoA permissão concedida pela China para que os técnicos pudessem inspecionar o avião foi vista como um sinal de que os chineses queriam encerrar rapidamente o incidente, que aumentou as tensões entre a Beijing e Washington.Os chineses dizem que o avião americano é o responsável pela colisão com o caça F-8, que causou a morte de um piloto chinês. A China manteve a tripulação de 24 pessoas do EP-3E em Hainan por 11 dias e só soltou os tripulantes após os Estados Unidos pedirem desculpas publicamente pela morte do piloto e pelo pouso de emergência do avião espião em território chinês.Os oficiais norte-americanos, por sua vez, dizem que o piloto chinês foi o responsável pela colisão. E o Pentágono diz que os vôos de inspeção serão retomados.

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