Equipe de buscas encerra resgate de corpos do voo AF447

Uma equipe de buscas francesa resgatou todos os corpos recuperáveis que estavam junto aos destroços do avião da Air France que caiu no oceano Atlântico durante voo Rio-Paris há dois anos, informaram familiares das vítimas nesta terça-feira.

REUTERS

07 de junho de 2011 | 13h57

Um representante oficial das famílias disse que os corpos de 104 vítimas do acidente do voo 447 da Air France, que caiu próximo ao litoral brasileiro após decolar do Rio de Janeiro em 31 de maio de 2009, foram recuperados e que agora o navio de resgate retorna à França para tentar identificá-los.

Cada corpo precisou ser içado cuidadosamente de uma profundidade de 3.900 metros. Os primeiros corpos, resgatados no início de maio, ainda estavam presos aos assentos da aeronave.

Philippe Vinogradoff, autoridade apontada pelo governo francês para tratar com as famílias das vítimas, disse que o último corpo foi resgatado no dia 3 de junho.

"Todos os corpos que eram possíveis de serem resgatados... foram trazidos para a superfície", disse Vinogradoff em comunicado, acrescentando que a equipe de buscas preparou uma placa em homenagem às vítimas que foi deixada no fundo do mar junto aos destroços do avião.

Todas as 228 pessoas a bordo do avião morreram no acidente. Nos primeiros dias após a queda, equipes de resgate do Brasil e da França recuperaram 50 corpos no mar, mas a maior parte do avião só foi encontrada este ano após buscas intensas.

Também foram encontradas em maio as caixas-pretas da aeronave, que revelaram que o avião ficou fora de controle por quatro minutos antes de cair no mar. Os dados levantaram questionamentos sobre a atuação da tripulação durante a emergência.

As caixas-pretas revelaram que o piloto do Airbus A330 não estava na cabine, e que um co-piloto menos experiente, de 32 anos, levantou o nariz quando a aeronave ficou instável, gerando um alarme de pane.

A equipe francesa responsável pela operação de resgate acredita que todos os corpos podem ser identificados, apesar de terem passado quase dois anos submersos.

(Reportagem de Gerard Bon)

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