AFP PHOTO / PABLO VILLAGRA
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Equipe internacional amplia busca por submarino argentino desaparecido

Procura se concentrava em um raio de 36 quilômetros dentro da área geral de rastreamento no Atlântico Sul, a cerca de 450 quilômetros da costa da Patagônia

O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2017 | 17h01

BUENOS AIRES - A difícil busca pelo submarino argentino "ARA San Juan", perdido no Atlântico Sul, continuava nesta segunda-feira com o rastreamento realizado por uma coalizão internacional em um ambiente "extremo e adverso".

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"Infelizmente ainda não temos a localização ou detecção do submarino San Juan", informou nesta segunda em Buenos Aires o porta-voz da Armada, Enrique Balbi.

A busca do submarino e de seus 44 tripulantes se concentrava em um raio de 36 quilômetros dentro da área geral de rastreamento no Atlântico Sul, a cerca de 450 quilômetros da costa da Patagônia.

"Depois de 12 dias de buscas, a situação, o ambiente, não param de ser extremos e adversos", mas "não podemos confirmar nem sermos categóricos até termos mais evidências", acrescentou. "Todos os meios estão mobilizados" para localizá-lo, assegurou Balbi.

Detalhou que o navio "Skandi Patagônia" mapeava o fundo do mar com a ajuda de outros cinco barcos de diferentes nacionalidades.

As condições meteorológicas eram "regulares" nesta segunda-feira, mas poderiam se complicar com o passar das horas, segundo a Armada.

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Catorze países participam da operação, mas os que contam com "tecnologia e meios modernos mais adequados são Estados Unidos e Rússia, como um legado do desenvolvimento na Guerra Fria", indicou à AFP o engenheiro naval e especialista em submarinos Horacio Tettamanti.

Outro minissubmarino, de origem russa e equipado para escanear o fundo do mar, será levado à área de busca nos próximos dias.

Tettamanti considera que após 14 dias não há mais possibilidade de encontrar sobreviventes.

A última comunicação do "ARA San Juan" ocorreu na quarta-feira, 15 de novembro, às 13h45 GMT (11h45 de Brasília). Havia tido um problema com as baterias.

O motivo do desaparecimento "pode ser uma explosão, um incêndio, ou uma repentina inundação", conjecturou Tettamanti.

A Armada considera que os marinheiros ainda podem estar "em condições de sobrevivência extrema". /AFP

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