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Suliman el-Oteify/AP
Suliman el-Oteify/AP

Equipe russa investiga causas da queda do avião no Egito que deixou 224 mortos

Analistas egípcios começaram a examinar o conteúdo das caixas pretas e dizem que a recuperação das informações pode levar dias

O Estado de S. Paulo

01 de novembro de 2015 | 15h21

CAIRO - O ministro dos Transportes da Rússia e uma equipe de investigadores de alto nível chegaram neste domingo, 1, ao Cairo para ajudar as autoridades egípcias a determinarem o que causou o acidente com um avião russo na península do Sinai, matando todas as 224 pessoas a bordo.

O Airbus A321, operado pela empresa russa Kogalymavia sob o nome comercial de Metrojet, viajava do resort de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, a São Petersburgo, na Rússia, quando caiu na região central do Sinai no sábado. A queda ocorreu em uma região montanhosa pouco depois de perder contato com o radar.

Um grupo militante afiliado ao Estado Islâmico no Egito, Província do Sinai, disse em comunicado que derrubou o avião "em resposta aos ataques aéreos russos que mataram centenas de muçulmanos em terras sírias". Mas o ministro do Transporte da Rússia, Maxim Sokolov, disse à agência de notícias Interfax que a afirmação "não pode ser considerada precisa".

As buscas por corpos foram retomadas no local do acidente neste domingo.

Investigação. Analistas egípcios começaram a examinar o conteúdo das duas caixas pretas recuperadas do avião russo, e disseram que pode levar dias para recuperar os dados.

Investigadores russos considerarão todos os cenários possíveis para saber o motivo da queda da aeronave, disse Vladimir Markin, porta-voz do Comitê de Investigação da Rússia, em comunicado no site do comitê.

Markin acrescentou que os investigadores pegaram documentos técnicos do avião para todo o período de funcionamento e interrogaram funcionários responsáveis pela assistência aos aviões da Kogalymavia, bem como a tripulação de um voo recente da empresa.

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, afirmou que as investigações sobre as causas do acidente pode levar meses. "Esse é um assunto complicado e exige tecnologias avançadas e investigações amplas que podem levar meses", disse ele a recrutas do Exército em um discurso televisionado neste domingo.

A empresa aérea Kogalymavia afirmou que todos os seus aviões foram revisados em tempo hábil e testados antes da decolagem. Ela ainda acrescentou em comunicado em seu site que não pode duvidar do profissionalismo do piloto ou da tripulação do avião. /REUTERS

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