EFE/EPA/Chris D. Boardman
EFE/EPA/Chris D. Boardman

Equipes ampliam buscas por avião que desapareceu

Boeing 777 da Malaysia Airlines levava 239 a bordo quando sumiu do radar; militares acham objeto que pode ser parte da aeronave

O Estado de S. Paulo

09 de março de 2014 | 19h44

MALÁSIA - As buscas pelo Boeing 777-200 daMalaysia Airlines que desapareceu na manhã do sábado (horário local) cerca de uma hora após decolar de Kuala Lumpur continuaram neste domingo, sem grandes avanços. A aeronave levava 227 passageiros e 12 tripulantes. Aviões e navios de diversos países da Ásia e outras partes do mundo trabalham em conjunto para tentar localizar o avião.

A Marinha do Vietnã encontrou destroços que podem ser do voo MH370. Um objeto que parecia ser uma porta do Boeing foi avistado por um avião de reconhecimento.

A possível peça da aeronave foi avistada a cerca de 90 quilômetros da costa da ilha vietnamita de Tho Chu, segundo informações divulgadas pelo vice-chefe do Estado Maior do Exército do Vietnã, Vo Van. “A partir desse objeto, esperamos encontrar o avião desaparecido”, afirmou.

Dois navios da guarda costeira foram enviados ao local para tentar recolher e identificar o material. Até a noite de domingo, no entanto, não havia qualquer confirmação.

No sábado, os vietnamitas já haviam fotografado manchas de óleo que poderiam ser resultado da queda do avião. A descoberta foi feita na mesma região.

No total, 34 aviões e 40 navios participam dos trabalhos de busca. Além de Malásia, Vietnã e Filipinas, estão na operação Estados Unidos, Austrália, Cingapura, Indonésia e China. Mais da metade dos passageiros do voo era de chineses.

O chefe da administração de Aviação Civil da Malásia, Azaharuddin Rahman, afirmou no domingo que o país ampliou a área de buscas. “O procedimento é padrão. Quando não conseguimos encontrar em um local, precisamos procurar em outros”.

A rota original do voo MH370 era entre a capital da Malásia e Pequim. O voo deveria durar cerca de 5h30, mas os radares perderam sinal da aeronave cerca de uma hora após a decolagem, sem que a tripulação tenha emitido qualquer alerta de que enfrentava problemas para os controladores.

Neste domingo, o comandante da Força Aérea da Malásia, Rodzali Daud, anunciou que uma análise detalhada dos sinais de radar indicou que o avião, aparentemente, tentou mudar sua rota e retornar para Kuala Lumpur antes de perder totalmente o contato. “Estamos tentando entender qual seria a razão disso”, disse Daud. A hipótese de um ataque terrorista não foi descartada. Uma autoridade que participa dos trabalhos de busca e não quis se identificar disse à agência Reuters que há indícios de que o avião tenha “se desintegrado em pleno voo”.

"O radar militar indicou que a aeronave pode ter feito uma meia-volta, e parte dos dados dos radares civis confirmariam isso".

A Malaysia Airlines e autoridades aeroportuárias continuaram prestando auxílio aos familiares dos passageiros ao longo de domingo. Em Pequim e Kuala Lumpur, bases foram montadas em hotéis para abrigar as famílias, mas a falta de informações sobre o paradeiro do voo provocou cenas de angústia e confusão.

Na manhã deste domingo, um comunicado da companhia aérea dizia que as buscas continuavam de forma incessante, mas que, após 30 horas sem qualquer contato da aeronave, era necessário se preparar “para o pior”. / AP E REUTERS

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