AP Photo/Michael Conroy
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Equipes da NFL serão multadas se jogadores se ajoelharem durante o hino

Nova regra da liga de futebol americano proíbe protestos iniciados em 2016 contra tensões raciais e a violência policial contra a comunidade negra; atletas e funcionários da liga que não concordarem poderão ficar no vestiário durante execução do hino

O Estado de S.Paulo

23 Maio 2018 | 17h32

WASHINGTON - Os donos das franquias da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL) decidiram nesta quarta-feira, 23, que as equipes serão multadas se seus jogadores se ajoelharem durante a execução do hino nacional antes das partidas, um protesto que começou a ser feito no fim da última temporada.

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A nova regra, porém, permite que os atletas permaneçam no vestiário durante a execução do hino, pondo fim à obrigação atual que exige que eles estejam em campo para a cerimônia.

A medida, que entrará em vigor na próxima temporada, também proíbe as equipes de obrigar os jogadores a estarem em campo como forma de respeito ao hino americano.

"Na próxima temporada, todos os funcionários da liga e as equipes terão que ficar de pé e mostrar respeito pela bandeira e o hino. Os que escolherem não homenagear o hino podem ficar no vestiário", afirmou o comissário da NFL, Roger Goodell, na nota.

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Adotada pelos proprietários sem consultar os representantes dos jogadores, a medida tem como objetivo impedir que os atletas continuem o movimento de protestos contra as tensões raciais e a violência policial contra a comunidade negra nos Estados Unidos. 

Para demonstrar o descontentamento, os jogadores se posicionavam com um dos joelhos no chão e com a cabeça abaixada durante o hino do país. Iniciado em 2016 por Colin Kaepernick, do San Francisco 49ers, o movimento ganhou força na temporada passada e provocou a ira de Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos chegou a insultar os jogadores que participaram desse movimento e recomendou aos donos das equipes que demitissem os atletas.

A associação de jogadores da NFL (NFLPA) indicou que "estudará a nova política e atacará qualquer disposição que contradiga o convênio coletivo". / EFE e AFP

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