Equipes de ajuda enfrentam 'pesadelo logístico' no Haiti

As Nações Unidas informaram hoje que agentes encarregados dos resgates e provisões de emergência estão chegando em bom número ao Haiti, de todo o mundo. Os trabalhadores humanitários enfrentam, porém, problemas graves para tentar localizar as pessoas presas sob os escombros, ou mesmo para alimentar os sobreviventes famintos.

AE-AP, Agencia Estado

14 de janeiro de 2010 | 13h33

Uma porta-voz da ONU, Elisabeth Byrs, qualificou o terremoto no Haiti como um "pesadelo logístico". O Programa Alimentar Mundial informou que os danos na capital, Porto Príncipe, dificultam as entregas por mar para essa região. Segundo o programa, o aeroporto da capital está aberto, mas enfrenta dificuldades pelo fato de haver dezenas de voos chegando com doações e equipes.

Muitos dos desesperados sobreviventes, que temem novos tremores, ocupam as vias, dificultando o transporte de alimentos e remédios, por exemplo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que houve sérios danos em pelo menos oito hospitais de Porto Príncipe, que atrasam o auxílio para milhares de feridos. Vários hospitais ficaram destruídos, mas a organização Médicos Sem Fronteiras encontrou dois em boas condições, onde tem trabalhado.

Autoridades haitianas chegaram a citar a cifra de mais de 100 mil mortos, após o terremoto de magnitude 7 na escala Richter. A ONU já comprometeu US$ 10 milhões para ajuda emergencial, enquanto trabalhadores da entidade mundial e soldados mantenedores de paz enfrentavam suas próprias perdas. A sede central da ONU no Haiti foi destruída, deixando pelo menos 15 mortos e mais de 100 desaparecidos.

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