Trisnadi/AP
Trisnadi/AP

Equipes de resgate da Indonésia encontram corpos e destroços de avião da AirAsia

Autoridades afirmam que o logotipo da companhia asiática foi identificado em alguns dos objetos, localizados no Mar de Java

AFP

30 de dezembro de 2014 | 05h29

Atualizado às 14h22

Corpos e destroços do Airbus A320 da AirAsia, que desapareceu no domingo com 162 pessoas a bordo, foram encontrados no Mar de Java nesta terça-feira, 30. Segundo o comando da operação de resgate, três corpos foram encontrados e não 40, como havia informado um porta-voz da Marinha indonésia horas antes.

Segundo a Agência Nacional de Buscas e Resgate da Indonésia (Basarnas), um pescador achou pedaços do que seriam uma porta e uma rampa de emergência da aeronave, a cerca de 10 quilômetros da última posição registrada pelos radares. O Ministério das Comunicações da Indonésia (Kemenhub) afirmou que o logotipo da companhia asiática foi identificado em alguns dos objetos localizados no mar.

A bordo do Airbus, que saiu de Surabaia, na Indonésia, para Cingapura, viajavam 155 indonésios, 3 sul-coreanos, 1 francês, 1 britânico, 1 malaio e 1 cingapuriano. A Indonésia coordena as operações de busca e resgate, com a ajuda da Austrália, Cingapura, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Malásia, Nova Zelândia e Tailândia. 

A primeira informação sobre a descoberta dos destroços terminou com pouca esperança de familiares em encontrar sobreviventes.

A busca agora está concentrada na área onde foram descobertos os destroços do avião, a cerca de 160 km ao sudoeste de Pangkalan Bun, no centro de Kalimantan, a parte indonésia da ilha de Bornéu.

Acidente. Os controladores de tráfego aéreo da Indonésia perderam o contato com a aeronave às 7h24 (hora local), 42 minutos após sua decolagem do aeroporto de Surabaya, às 5h20 (20h20 de sábado em Brasília). O pouso estava previsto em Cingapura para 8h30, horário local (23h30 em Brasília).

Na decolagem, o piloto do airbus solicitou uma mudança de rota para ganhar altitude e evitar o mau tempo. "Que foi autorizado imediatamente", disse o diretor do aeroporto Wisnu Darjono.

Segundo ele, pouco depois o piloto fez outro pedido de autorização para voar mais alto. "Dois ou três minutos depois, o controle de tráfego aéreo daria permissão para voar a 34.000 pés (10.400 metros), mas o avião não respondeu ", acrescentou Darjono. / Com agências Efe e Reuters

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.