Equipes de resgate estão perto de mineradores presos no Chile

Há cerca de 15 dias 33 trabalhadores estão presos em uma mina no norte do país

Efe

19 de agosto de 2010 | 03h36

SANTIAGO - Especialistas em resgate asseguraram na noite de quarta-feira, 18, que uma das máquinas de sondagem alcançou os 670 metros de profundidade e que nas próximas horas pode manter contato com os 33 mineradores presos em uma mina no norte do Chile desde o último dia 5.

O engenheiro Andrés Sougarret, que supervisiona as tarefas de resgate, afirmou aos jornalistas que a máquina estaria a cerca de 40 metros da galeria onde poderiam manter contato com os funcionários presos.

Enquanto isso, o ministro de Mineração do Chile, Laurence Golborne, que permanece no local do acidente, voltou a pedir calma após saber a notícia.

Sougarret explicou: "estamos falando de entre 8 e 10 horas para manter contato" com os trabalhadores presos na jazida, possivelmente na madrugada de quinta-feira.

O engenheiro informou que, caso a moderna máquina alcance seu objetivo, "o primeiro trabalho será garantir a segurança do fosso.

Para isso, vamos realizar um trabalho para evitar possíveis quedas", disse.

"Depois, faremos descer a sonda que conta com câmera de áudio e vídeo", cuja efetividade foi comprovada no início da semana,acrescentou.

Os especialistas estimam que a máquina perfuradora alcançará nas próximas oito horas os 700 metros de profundidade onde, supõe-se, estariam os operários.

Quando for feito o contato através da câmera, os engenheiros, então, poderão ter certeza sobre a condição dos mineradores, que podem ou não estar vivos.

O acidente aconteceu por volta das 14h locais (15h de Brasília) na quinta-feira, 5 de agosto. A primeira tentativa de resgate,através de um duto de ar, fracassou dois dias depois.

Os familiares dos 33 funcionários garantem farão vigília durante toda a noite para ficarem atentos a qualquer informação sobre o esperado contato.

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