Equipes de resgate localizam corpo de ministro colombiano

Equipes de resgate encontraram nesta quarta-feira os cadáveres do ministro de Proteção Social, Juan Luis Londoño, e de outros quatro ocupantes do pequeno avião que se espatifou contra as montanhas do centro da Colômbia. A descoberta põe fim a cinco dias de uma exaustiva busca, da qual participaram mais de mil pessoas e dezenas de aeronaves. Os corpos do ministro, seus dois assessores, o chefe de sua segurança e o piloto do aparelho serão transferidos diretamente para Bogotá. O pequeno avião em que se encontravam estava completamente destruído e, no local, se verificou que houve um incêndio, provavelmente após o impacto. A Presidência lamentou, em um comunicado, o falecimento destes que morreram "cumprindo seu dever" para com o país. A morte de Londoño foi lamentada também por congressistas, líderes políticos e sindicais. "Perdi meu companheiro e o país perdeu seu melhor líder social", disse a ex-candidata presidencial e atual embaixadora colombiana na Espanha, Noemí Sanín, que se encontra em Bogotá.Londoño dirigiu a campanha de Sanín nas eleições de maio de 2002 e, logo em seguida ao pleito, foi chamado para integrar a equipe ministerial do presidente Alvaro Uribe. Por estar encarregado de levar adiante as reformas trabalhista e previdenciária que estão em curso, Londoño, de 44 anos, era considerado um dos ministros-chave de Uribe.Casado e com três filhos, o ministro se graduou como economista na Universidade dos Andes e cursou uma pós-graduação na Universidade de Harvard. As tropas do Exército e da Força Aérea que participaram das operações de resgate tiveram que chegar de helicóptero a 3.500 metros de altitude, no monte de San Julián, localizado na área rural do município de Cajamarca, a 150 km a oeste da capital. Dali, tiveram de deslocar-se pelo ar através de cordas pelo terreno escarpado onde se encontravam as vítimas.Na zona onde estava o avião atuam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), por isso o Exército montou uma vasta operação de segurança, com tropas da Sexta Brigada e das forças especiais. As Forças Armadas não deram nenhuma informação sobre a possibilidade de a queda do avião ter sido provocada por um ataque da guerrilha com mísseis.

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