Equipes de resgate lutam para salvar 180 mineiros na China

Mina ficou inundada na sexta-feira depois que rio transbordou; bombeiros temem que não haja sobreviventes

Agências internacionais

20 de agosto de 2007 | 10h35

Equipes de resgate chinesas continuam tentando alcançar os cerca de 180 mineiros presos há mais de três dias em uma mina em Xintai, 450 quilômetros ao sul de Pequim. Segundo autoridades, há poucas esperanças de que alguém saia com vida.   Os mineiros estão presos desde a sexta-feira, 17, quando um dique de um rio estourou e inundou os poços da mina. Não está claro se os mineiros morreram afogados ou se podiam estar presos em um nível superior.   Nesta segunda-feira, 20, bombeiros e outros mineiros envolvidos na tentativa de retirada dos trabalhadores bombeavam freneticamente a água que inundou a mina.   Paralelamente, parentes dos trabalhadores presos pela inundação protestaram contra a falta de informações sobre as operações de resgate.   O desastre na província da costa oriental de Shandong é o mais recente a atingir a indústria de carvão na China, a que mais contabiliza mortos no mundo, com 2.000 vítimas de acidentes nos primeiros sete meses do ano. Como resultado da deficiente segurança da indústria no país, 14 pessoas morreram na noite do domingo em decorrência do derramamento de alumínio derretido em uma fundição na mesma província.   "A prioridade número um é bombear toda a água possível do poço da mina", disse a jornalistas Bu Chanseng, um especialista em segurança do trabalho contratado pelo governo.   Tragédia anunciada   Um dia antes do acidente, funcionários de segurança da província reunidos em Xintai discutiram a ameaça das inundações das minas de carvão. Eles destacaram a área onde aconteceu o desastre de sexta-feira, demonstrando que conheciam os riscos sazonais das fortes chuvas.   A China depende do carvão para alimentar seu crescimento econômico e, com os preços nacionais da matéria-prima em níveis recordes, alguns operadores aumentam a produção além dos limites de segurança, apesar dos esforços do governo em reforçá-los.   Devido à freqüência, os acidentes em minas na China não atraem a mesma atenção da mídia que nos Estados Unidos, onde os esforços para resgatar seis mineiros presos em Utah ocuparam as primeiras páginas dos jornais durante duas semanas.   Protestos   Um grupo de cerca de oito parentes dos mineiros presos quebraram janelas e derrubaram mesas do escritório da empresa que administra a mina. Eles pediam que as autoridades envolvidas no resgate os informassem acerca dos trabalhos ao menos três vezes ao dia.   Uma das mulheres que participavam das manifestações dirigiu seus protestos diretamente às autoridades chinesas: "O líderes não fazem nada!"

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