AFP PHOTO / PABLO VILLAGRA
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Equipes de resgate preparam envio de minissubmarinos para procurar ARA San Juan

Cerca de 40 metalúrgicos trabalham dia e noite no barco norueguês Sophie Siem para acoplar embarcação de pequeno porte usada para reconhecimento em profundidades de até 1,5 mil metros; militares também preparam o envio de cápsulas de resgate

Luiz Raatz, Enviado Especial / Mar Del Plata, Argentina, O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2017 | 11h57
Atualizado 24 Novembro 2017 | 12h28

MAR DEL PLATA, ARGENTINA - Equipes de resgate dos Estados Unidos e da Noruega trabalham sem descanso para preparar o mais rápido possível uma missão de salvamento para localizar o submarino ARA San Juan, que desapareceu após explosão no Atlântico Sul no dia 15. 

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Minissubmarinos com capacidade de recolher até 16 pessoas serão enviados à zona onde a embarcação sumiu entre este sábado, 25, e a próxima segunda-feira, com a tecnologia mais completa em casos do tipo. 

Cerca de 40 metalúrgicos trabalham dia e noite para preparar o barco norueguês Sophie Siem, que levará a cápsula de resgate à plataforma continental onde provavelmente o submarino afundou. O trabalho dos soldadores consiste em abrir uma espécie de porta na popa do navio para acoplar o minissubmarino de reconhecimento, que podem chegar a profundidades de até 1,5 mil metros.

Militares americanos com base no Porto de Comodoro Rivadavia, na Patagônia, também preparam o envio de cápsulas de resgate. A operação, contudo, leva tempo. Os minissubmarinos americanos, em tese, conseguiriam resgatar as vítimas caso o ARA San Juan seja encontrado.

O local onde o submarino argentino desapareceu é um fator complicador para as buscas. No limite da plataforma continental sul-americana, a embarcação poderia ter, com a explosão, caído para profundidades mais extensas, que na região podem chegar até a 3 mil metros, no leito do Oceano Atlântico.

Buscas

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Seis barcos e três aviões continuam patrulhando nesta sexta-feira, 24, a região onde a explosão foi registrada na semana passada no atlântico, apesar de as esperanças de encontrar sobreviventes no caso seja praticamente nula.

"Temos que localizar o submarino no fundo do mar. A área é grande, o meio é hostil e a busca é muito difícil", afirmou o porta-voz da Marinha argentina, Enrique Bibal, no boletim diário transmitido da base naval de Mar del Plata.

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