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Equipes de resgate recomeçam busca por sobreviventes em naufrágio

Ainda há 16 pessoas desaparecidas, porém autoridades afirmam que há poucas chances de encontrá-las

Reuters,

16 de janeiro de 2012 | 15h23

Atualizado às 15h56.

 

ILHA DE GIGLIO, ITÁLIA -  As equipes de resgate recomeçaram nesta segunda-feira, 16, a busca de sobreviventes nos restos do cruzeiro que naufragou na costa ocidental da Itália. As operações de busca haviam sido suspensas nesta manhã devido ao mau tempo.

 

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A piora nas condições climáticas e as fortes ondas fizeram com que o casco do enorme cruzeiro começasse a se romper sobre a rocha onde ficou encalhado, somente a poucos metros do porto turístico da Ilha de Giglio, na costa da Toscana.

Dos 4,2 mil passageiros do navio, 16 estão desaparecidos. Seis pessoas morreram.

 

Um bombeiro que participa das operações de resgate disse que todas as áreas da parte do cruzeiro submergida na água já foram revisadas, o que indica que há poucas esperanças de encontrar mais sobreviventes.

 

Comandante preso

O procurador-chefe de Grosseto, Francesco Verusio, declarou nesta segunda-feira, 16, que o comandante do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, foi detido preventivamente porque a Justiça temia que ele fugisse.

 

"Optamos pela detenção, seguindo nossa hipótese relativa a um possível perigo de fuga do comandante, porque, navegando há muitos anos, já passou por vários pontos do mundo e poderia fugir", explicou o procurador.

 

Ele também afirmou que a suspeita de que Schettino tenha sido o responsável pelo naufrágio do cruzeiro "está encontrando confirmações nas primeiras investigações das forças de ordem e das autoridades marítimas".

 

Segundo o procurador, as investigações confirmaram que o comandante, no momento do impacto com as rochas, estava no leme da embarcação.

Schettino deve ser ouvido em uma audiência com um juiz de instrução entre amanhã e quarta-feira.

 

Mensagem no Facebook

 

O jornal italiano "La Repubblica Firenze" afirmou que a irmã do chefe de garçons publicou no Facebook, às 21h08 da sexta-feira, 13, uma mensagem que dizia que o navio Concordia passaria próximo à costa da ilha. De acordo com o jornal, a mensagem afirmava que a manobra seria 'um cumprimento muito grande para meu irmão que, em Savona, finalmente, desembarcará para uns dias de férias'. Minutos após a mensagem, o barco encalhou e naufragou próximo à ilha.

O jornal também mencionou uma carta do prefeito da ilha, Sérgio Ortelli, para o periódico digital Giglionews.it, na qual agradecia publicamente pelo Costa Concordia ter passado pela ilha em outra ocasião, que naqueles dias estava cheia de turistas. No domingo, 15, o prefeito fez uma declaração para se justificar, dizendo que 'o navio nunca tinha passado tão perto da ilha'.

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