AP Photo/Wilfredo Lee
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Equipes de resgate recuperam 3 corpos nos destroços de passarela em Miami

Socorristas encontraram vítimas em dois veículos que foram tirados dos destroços da estrutura de concreto de 950 toneladas; autoridades acreditam que outros dois corpos ainda estejam sob os escombros

O Estado de S.Paulo

17 Março 2018 | 17h30

MIAMI, EUA - As equipes de resgate conseguiram recuperar neste sábado, 17, três corpos dentre os destroços da passarela que caiu na quinta-feira passada sobre uma movimentada avenida de Miami, informaram as autoridades.

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Segundo o chefe de polícia de Miami-Dade, Juan Pérez, os corpos recuperados esta manhã estavam dentro de dois veículos que foram tirados dos destroços da estrutura de concreto de 950 toneladas.

Os socorristas dedicaram um momento de silêncio às vítimas e posteriormente os restos mortais foram transferidos ao escritório do médico legista local para confirmar a identidade dos mortos e avisar suas famílias, explicou o chefe policial.

A polícia contabilizou até o momento seis mortos na tragédia, razão pela qual se acredita que ainda estejam sob os escombros outros dois corpos. No entanto, o vice-prefeito do condado de Miami-Dade, Maurice Kemp, afirmou que não se descarta que haja mais vítimas, uma vez que ainda há seis veículos sob os destroços.

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O reitor da Universidade Internacional da Flórida (FIU), Mark Rosenberg, declarou que a instituição "coopera totalmente" com as investigações. Rosenberg não se pronunciou sobre os relatos de rangidos escutados dias antes do incidente e discutidos em reunião na quinta-feira entre os responsáveis pela obra.

Nesta madrugada, o centro universitário emitiu um comunicado no qual revelou que no dia do incidente os engenheiros da empresa de arquitetura e da companhia construtora tiveram uma reunião com funcionários de FIU e da agência estadual de transporte na qual se discutiu um rangido ouvido na passarela.

O Departamento de Transporte da Flórida (FDOT, em inglês), informou na sexta que um engenheiro da empresa FIGG e responsável pelo projeto deixou na terça-feira uma mensagem voz no telefone fixo de um funcionário da agência estadual, que estava em uma comissão e não a ouviu até um dia depois do incidente.

Na mensagem, o engenheiro W. Denney Pate informou ao funcionário da FDOT sobre um rangido no extremo norte da extensão de concreto de 53 metros, mas acrescentou que "de uma perspectiva de segurança" não achavam que houvesse "nenhum problema ali" e, portanto, não estavam preocupados.

A passarela, cuja construção começou em 2017, foi criada para facilitar o acesso à FIU acima da movimentada avenida, que nesse trecho tem até oito faixas, e evitar assim mortes como a de uma jovem que morreu atropelada em agosto do ano passado. / EFE

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