Equipes encontram 110 corpos após naufrágio na Rússia

Equipes de resgate encontraram 110 corpos no interior de um barco que naufragou ontem no Rio Volga, na Rússia, de acordo com informações do jornal espanhol El País. Trinta corpos são de crianças, segundo o diário, que atribui a informação aos serviços de resgate locais, citados pela agência de notícias russa Interfax. O Ministério de Emergências da Rússia informou que 80 sobreviventes foram resgatados, todos russos. Ainda não há informações sobre estrangeiros a bordo.

AE, Agência Estado

11 de julho de 2011 | 09h00

O ministro de Emergências, Sergei Shoigu, disse que mais de 208 pessoas podiam estar a bordo do navio Bulgária quando ele naufragou. O número é quase 75% superior ao limite de 120 pessoas que o barco tinha autorização de levar, segundo funcionários. O navio Bulgária foi construído em 1955, na Checoslováquia, e pertence a uma companhia de turismo. Ele viajava da cidade de Bulgar para a capital regional, Kazan. O sindicato da indústria turística russa informou que a embarcação não era inspecionada nem reformada havia anos.

Durante o trajeto, o barco estaria inclinado para um dos lados e foi atingido por uma onda mais forte, de acordo com o funcionário do ministério Igor Panishin, que mencionou relatos de sobreviventes. A embarcação naufragou em "cerca de oito minutos", segundo ele. Um sobrevivente disse ao canal russo Vesti 24 que outros barcos recusaram-se a ajudar no resgate. "Dois barcos não pararam, ainda que agitássemos nossas mãos", relatou o homem.

O naufrágio ocorreu a 3 quilômetros da costa, em uma área com profundidade de 20 metros de profundidade. O Volga, maior rio da Europa, tem 30 quilômetros de largura em alguns pontos. É um popular destino turístico, especialmente nos meses do verão. A tragédia ocorreu 750 quilômetros a leste de Moscou.

O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, exigiu hoje investigação do caso e determinou amanhã como dia de luto no país. Ele também pediu uma revisão técnica da condição de todas as embarcações de passageiros no país. As informações são da Associated Press.

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