Equipes resgatam 33 pessoas vivas de escombros na China

Criança é encontrada com vida em escola em Beichuan, após permanecer soterrada por mais de 100 horas

Agência Estado e Associated Press,

16 de maio de 2008 | 19h49

As equipes de resgate que trabalham em Beichuan, uma das cidades mais devastadas pelo terremoto de segunda-feira na China, conseguiram retirar nesta sexta-feira, 16, 33 pessoas com vida dos escombros, informou a mídia estatal. Em meio à corrida contra o tempo para conseguir encontrar sobreviventes, ocorriam alguns resgates milagrosos, como o de um menino pequeno que foi encontrado vivo em uma escola em Beichuan, após permanecer soterrado por 100 horas.  Veja também:Terremoto deixa quase 5 milhões de desabrigados na ChinaOuça o relato da jornalista Cláudia Trevisan Mapa da destruição na China Entenda como acontecem os terremotos  Especial: antes de depois da tragédia Vídeo com imagens do terremoto Vídeo com imagens do resgate Imagens da destruição  Foto: AP Apesar do cenário desolador, os chineses não perdiam a esperança de encontrar pessoas com vida. Diante de prédios desmoronados, gritavam os nomes dos parentes desaparecidos.  Às vezes os gritos eram respondidos com choros desesperados. Um chamado das ruínas de um prédio de apartamentos em Tangshan levou um grupo de voluntários, que cavou com as mãos durante quatro horas, a resgatar uma mulher de meia idade. Após ser retirada dos escombros, ela foi entregue aos médicos. Peng Zhijun, de 46 anos, resgatado nesta sexta em Beichuan, disse que comeu cigarros e guardanapos de papel e bebeu sua urina para sobreviver. Uma mulher foi retirada do segundo andar de um prédio em ruínas após soldados ouvirem seus gemidos.  Usando pés-de-cabra para levantar partes da instável estrutura, os socorristas levaram três horas para tirá-la de lá. Seu nariz e boca estavam cobertos por pó e sujeira. Só num de seus pés conseguiram achar uma veia para injetar soro. A China mobilizou 130 mil militares e paramilitares para as áreas do desastre, mas com as estradas destruídas ou bloqueadas, fica difícil levar ajuda às áreas mais afetadas. Até agora, cerca de 22 mil são dados como mortos, e milhares continuam desaparecidos. A mídia estatal divulgou que o número de vítimas pode chegar a 50 mil.

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