Equipes resgatam vítimas de hotel em ruínas no Haiti

Dos escombros de um hotel em Porto Príncipe, capital do Haiti, uma equipe de resgate da França salvou sete norte-americanos. Uma equipe dos Estados Unidos retribuiu o favor, retirando dos escombros uma francesa. Em meio às mortes e à destruição causadas pelo terremoto da terça-feira, momentos de esperança ajudavam a reduzir um pouco o clima de desespero. A esperança em Porto Príncipe, aliás, foi também abastecida pelos anúncios de ajuda global.

AE, Agencia Estado

15 de janeiro de 2010 | 11h55

Localizada sobre uma montanha da capital, a área onde ficava o Hotel Montana foi vasculhada ontem por equipes de Chile, França, EUA e Venezuela. A estimativa é que 200 haitianos e estrangeiros estivessem dentro do prédio de cinco andares quando houve o terremoto. "Eu fiquei 50 horas (preso) lá dentro, 50 horas!", disse entre lágrimas Richard Santos, um norte-americano de 47 anos, após ser resgatado por franceses pouco antes da meia-noite de ontem. Ele não sofreu muitos ferimentos.

Outras pessoas foram retiradas da área. Muitos sobreviveram por estar em uma passagem de ar, no que era a antiga recepção do hotel. Cinco norte-americanos e uma haitiana foram retirados vivos pela equipe francesa, formada por 30 homens e quatro cães farejadores. Ontem, cinco corpos foram resgatados. No total, foram retiradas 14 pessoas dos escombros nessa área, incluindo uma francesa encontrada por uma equipe dos EUA.

"Para pessoas que passaram 50 horas nos escombros, eles estão com muito boa saúde", disse Samuel Bernes, chefe da equipe francesa de resgates. "Eles estão física e emocionalmente aliviados por saírem daquele buraco de rato."

Os resgates bem-sucedidos, porém, eram apenas momentos breves, no cenário em geral sombrio no hotel. A mesma cena se repetia em incontáveis edifícios, por toda a destruída capital. A Cruz Vermelha Internacional estimou que entre 40 mil e 50 mil pessoas tenham morrido no terremoto, no empobrecido país. Autoridades haitianas chegaram a temer que houvesse mais de 100 mil mortos. As informações são da Dow Jones.

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