Equipes tentam conter fogo perto de laboratório nos EUA

Enquanto bombeiros impedem um incêndio de chegar ao principal laboratório de armas nucleares dos Estados Unidos, em Los Alamos, Novo México, e das comunidades próximas, cientistas analisam a presença de produtos químicos e materiais radiológicos no ar. Para auxiliá-los, há dezenas de monitores de ar fixos no chão, bem como um "laboratório alado" enviado pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, pela sigla em inglês). O avião bimotor é equipado com sensores que podem coletar amostras detalhadas.

AE, Agência Estado

29 de junho de 2011 | 17h56

O senador Tom Udall, do Novo México, pediu a ajuda da agência desde o início na monitoração da situação nas proximidades do Laboratório Nacional de Los Alamos. Funcionários da EPA disseram que o avião-laboratório deveria fazer seu primeiro voo de coleta de dados hoje.

Autoridades estaduais e federais prometeram tornar público todos os dados sobre coletados. "Eu sei que as pessoas estão preocupadas com o que há na fumaça", disse Udall. Ele lembrou que o Estado, o laboratório de Los Álamos e a EPA observam de perto a qualidade do ar "de maneira que possamos assegurar às pessoas" que há várias instâncias de supervisão.

O incêndio no Novo México chegou a atingir mais de 280 quilômetros quadrados na manhã de hoje, mas os bombeiros conseguiram impedir que o fogo se espalhasse para o sul, na direção do laboratório. Os moradores expressaram sua preocupação com a possibilidade de haver radiação na fumaça, caso as chamas atinjam os barris com toneladas de lixo atômico que estão enterrados na área do laboratório.

Funcionários do laboratório e bombeiros disseram que não há dispersão de toxinas. Eles afirmaram estar confiantes que as chamas não chegarão ao prédio ou áreas onde o lixo atômico está armazenado. O gerente da Administração Nacional de Segurança Nuclear no local disse que avaliou as precauções e elas são suficientes. A agência supervisiona o laboratório para o Departamento de Energia. "Eu tenho 170 pessoas que validaram as medida de segurança", disse Kevin Smith.

O laboratório, que emprega 15 mil pessoas, ocupa uma área de mais de 93 quilômetros quadrados e é composto por cerca de 2 mil edifícios em cerca de 50 instalações de pesquisa, além de locais de armazenagem de lixo atômico. As informações são da Associated Press.

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