IHA via AP
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Erdogan culpa EI por ataque cometido por 'menino-bomba' que matou 51 

Segundo o presidente turco, suicida tinha entre 12 e 14 anos e atacou a celebração de um casamento em uma região de maioria curda

O Estado de S. Paulo

21 Agosto 2016 | 16h27

GAZIANTEP, TURQUIA - Pelo menos 51 pessoas morreram em um ataque causado por um menino-bomba com idade entre 12 e 14 anos em um festa de casamento na cidade turca de Gaziantep, na noite de sábado, disse o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. O presidente disse que é provável que os militantes do Estado Islâmico (EI) sejam os responsáveis pelo ataque, o mais mortífero atentado este ano na Turquia, que enfrenta ameaças de militantes no país e da Síria.

"A evidência inicial sugere que foi um ataque Daesh", disse Erdogan em Istambul no domingo, usando um nome árabe para o grupo sunita. Ele disse que 69 pessoas foram internadas - 17 foram "gravemente feridas". Um colete suicida destruído foi encontrado no local da explosão, disseram autoridades.

O Estado Islâmico foi responsabilizado por outros ataques na Turquia, sendo que o mais mortal havia sido em outubro, em uma reunião de ativistas pró-curdos e trabalhistas em Ancara, quando homens-bomba mataram mais de 100 pessoas. Há apenas algumas semanas, Erdogan e seu governo sobreviveram a uma tentativa de golpe.

A festa de casamento neste sábado era para um membro do Partido Democrático do Povo pró-curdos, ele disse, e o noivo estava entre os feridos. A noiva não ficou ferida, disse uma autoridade local. Mulheres e crianças, incluindo um bebê de três meses, estavam entre os mortos, segundo testemunhas.

Em um comunicado, o presidente Erdogan afirmou que não vê "qualquer diferença" entre o pregador no exílio Fethullah Gulen, o qual acusa de planejar a tentativa de golpe de 15 de julho, os rebeldes do PKK e o grupo Estado Islâmico, "provável autor do ataque em Gaziantep". "Nosso país, nossa nação, só pode reiterar uma mensagem para aqueles que nos atacam: Eles vão fracassar", escreveu o presidente.

A agência Dogan afirmou que o homem-bomba se misturou aos convidados e detonou a carga explosiva. As forças de segurança procuram duas pessoas que o acompanhavam e fugiram após o ataque. Testemunhas descreveram uma cena de terror. "Quando chegamos havia tantos mortos, uma dúzia de" corpos com a "cabeça, braço ou mão espalhados pelo chão", relatou um homem. / REUTERS e AFP

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