EFE/EPA/SEDAT SUNA
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Erdogan diz que aprovará pena de morte na Turquia se questão for votada no Parlamento

Em discurso durante um comício em Istambul, presidente turco afirmou que a rede ligada ao opositor Fethullah Gulen precisa ser destruída dentro do escopo da lei

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2016 | 17h49

ISTAMBUL, TURQUIA - O presidente turco Recep Tayyip Erdogan disse em um comício para mais de um milhão de pessoas neste domingo, 7, em Istambul que aprovará a pena de morte no país se o Parlamento votar o assunto, após uma tentativa fracassada de golpe de Estado em julho.

Em um discurso durante o comício "Democracia e Mártires", também veiculado em telões pelo país, Erdogan disse que a rede liderada pelo clérigo muçulmano Fethullah Gulen, opositor exilado nos Estados Unidos e a quem Erdogan culpa pela tentativa de golpe, precisa ser destruída dentro do escopo da lei.

Centenas de milhares de turcos reuniram-se em Istambul neste domingo convocados por Erdogan para condenar a tentativa de golpe, em uma demonstração de força organizada em um momento em que o Ocidente critica expurgos e detenções generalizadas no país.

O comício marca o clímax de três semanas de demonstrações diárias de apoiadores de Erdogan, muitos deles enrolados em bandeiras da Turquia, em praças pelo país. Faixas na multidão diziam: "Você é um presente de Deus, Erdogan" e "Peça para morrermos e faremos isso". Mas também foi a primeira vez em décadas que importantes partidos de oposição participaram de um evento em apoio ao governo.

"Nós estamos aqui para mostrar que essas bandeiras não serão derrubadas, que os chamados para orações não serão silenciados e que nosso país não será dividido", disse o funcionário público Haci Mehmet Haliloglu, de 46 anos, que viajou alguns quilômetros para participar do comício.

Dezenas de milhares de pessoas já foram presas ou colocadas sob investigação desde a tentativa de golpe, incluindo soldados, policiais, juízes, jornalistas, médicos e funcionários públicos, levantando preocupações entre aliados ocidentais de que Erdogan estaria usando os eventos para ampliar o poder em suas mãos. / Reuters

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