EFE/Turkish President Press Office
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Erdogan promete reestruturar Forças Armadas

Em entrevista à agência Reuters, presidente turco declara que ocorreram falhas significativas de inteligência antes da tentativa de golpe militar há uma semana

O Estado de S. Paulo

21 Julho 2016 | 21h43

ANCARA - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta quinta-feira, 21, à agência Reuters que ocorreram falhas significativas de inteligência antes da tentativa de golpe militar na sexta-feira, e as Forças Armadas serão rapidamente reestruturadas.

Na sua primeira entrevista desde que declarou estado de emergência depois do golpe frustrado, Erdogan afirmou que uma nova tentativa de golpe era possível, mas não seria fácil, dizendo que o governo “está mais vigilante”.

"Está muito claro que houve falhas e deficiências significativas na nossa inteligência. Não há sentido tentar esconder ou negar isso. Eu falei isso para o chefe da inteligência nacional”, declarou Erdogan em seu palácio em Ancara, que foi um dos alvos durante a tentativa de golpe.

Ele disse que não havia obstáculo para estender o estado de emergência para além dos três meses iniciais, se isso for necessário.

Erdogan afirmou que o movimento do clérigo Fethullah Gulen, que mora nos Estados Unidos, a quem o presidente acusa de planejar a tentativa de tomada do poder, seria tratado como “uma outra organização separatista terrorista”, em um paralelo com a luta do governo contra os militantes curdos nas últimas três décadas.

"Vamos continuar a lutar onde eles estiverem. Essas pessoas infiltraram-se na organização do Estado neste país, e eles se rebelaram contra o Estado”, declarou ele, chamando as ações de sexta-feira de “desumanas” e “imorais”.

Ele afirmou que o número de mortos aumentou para 246 pessoas, excluindo os conspiradores do golpe, e 2.185 estavam feridas.

Soldados usaram jatos, helicópteros militares e tanques para atacar as instituições, incluindo o Parlamento, a agência de inteligência e o palácio de Erdogan, na sexta-feira, em Istambul e Ancara. / REUTERS 

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