Erradicação da coca gera protesto na Bolívia

O comandante-chefe das Forças Armadas bolivianas, Alvin Anaya, afirmou que os militares estão em estado de emergência para evitar que os camponeses iniciem um bloqueio nacional de estradas, o que impediria a entrada de produtos nas principais cidades bolivianas. Anaya ressaltou, porém, que por enquanto as tropas não foram mobilizadas "porque ainda não há bloqueios no país", mas as Forças Armadas estão "atentas a qualquer situação". O secretário-executivo da Confederação Sindical de Trabalhadores Camponeses da Bolívia (CSUTCB), Felipe Quispe, convocou o bloqueio para esta quinta-feira, mas até o início desta tarde a ameaça não havia sido cumprida. A convocação foi feita por Quispe na segunda-feira em protesto contra a incursão de 1.500 militares à região de Los Yungas, próxima a La Paz, de onde o governo havia anunciado que seriam erradicados 2.300 hectares de plantações de coca. Diante das pressões, no entanto, na terça-feira o governo decidiu suspender a erradicação - decisão implementada nesta quinta com o arquivamento do Decreto 26203, que estabelecia quais eram as áreas tradicionais para a plantação legal de coca e quais as excedentes - ou ilegais. O ministro da Agricultura, Hugo Carvajal, declarou nesta quinta-feira que começará a redesenhar uma estratégia a respeito da redução voluntária (do plantio) de coca.

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