Yamil LAGE/AFP
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Erro no cálculo de peso provocou acidente aéreo que matou 112 em Cuba

Boeing 737-200 alugado pela Cubana de Avación da mexicana Global Air caiu em 18 de maio pouco depois de decolar em Havana

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2019 | 22h05

HAVANA - O trágico acidente aéreo que matou 112 pessoas em Havana no ano passado foi causado por uma série de erros da tripulação, anunciou nesta quinta-feira, 16, o Instituto de Aeronáutica Civil de Cuba, que revelou novos detalhes sobre o caso.

"As causas mais prováveis do acidente foram as ações da tripulação e os erros nos cálculos de peso e balanço, que ajudaram na perda do controle e na queda da aeronave na decolagem", informou o órgão estatal em comunicado.

O Boeing 737-200 alugado pela Cubana de Avación da mexicana Global Air caiu em 18 de maio pouco depois de decolar em Havana com 113 pessoas a bordo. O voo tinha a cidade de Holguín como destino.

O Instituto de Aeronáutica Civil de Cuba disse que as conclusões sobre as causas do acidente se baseiam em dados das caixas-pretas do avião e no resultado da análise dos parâmetros técnicos do voo. Participaram das investigações a Junta Nacional de Segurança de Cuba, a Boeing e a autoridade aeronáutica do México.

O acidente foi o maior do setor de aviação em Cuba nos últimos 30 anos. A única sobrevivente é a cubana Maylen Díaz Almaguer, de 20 anos, que ainda está internada em um hospital de Havana.

As caixas-pretas foram levadas aos Estados Unidos para que fossem analisadas pela Boeing, a fabricante da aeronave.

A queda do avião abalou ainda mais a reputação da Cubana de Aviación, companhia controlada pelo governo do país que diminuiu as operações depois do acidente. Agora, a empresa faz apenas algumas rotas regionais, com número reduzido de voos.

Já a Global Air foi suspensa pelas autoridades do México pouco depois do acidente para ser alvo de uma grande investigação. Ex-funcionários da empresa denunciaram graves descumprimentos dos protocolos de revisão e manutenção das aeronaves alugadas. / EFE

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