Erupção de vulcão nas filipinas provoca retirada de 50 mil

Moradores em um raio de seis quilômetros do vulcão estão sendo deslocados para locais mais seguros

Efe,

15 de dezembro de 2009 | 02h50

Os serviços de proteção das Filipinas iniciaram nesta terça-feira, 15, a evacuação de cerca de 50 mil pessoas nas proximidades do vulcão Mayon, devido ao risco de erupção depois que foram registradas várias explosões em seu interior.

Rafael Alejandro, responsável dos serviços de proteção civil da zona, explicou que o Exército e as autoridades locais estão colaborando nas primeiras evacuações, em um raio de seis quilômetros em torno do vulcão.

 

Alejandro indicou que os relatórios científicos assinalam que a atividade do vulcão está aumentando, e que é provável que em breve ocorra uma explosão.

 

O Instituto Filipino de Sismologia e Vulcanologia elevou, na segunda-feira, 14, o nível de alerta para 3 (em escala que vai até 5) perante sinais que indicam que há possibilidade de erupção em algumas semanas. O alerta 4 indica uma iminente erupção explosiva do vulcão.

 

"Por enquanto a atividade do Mayon não causa perigo iminente, mas o óxido de enxofre poderia se acumular e obstruir a cratera, o que aumentaria a pressão e provocaria erupção explosiva", advertiu

Renato Solidum, diretor do Instituto Filipino de Vulcanologia.

 

A atividade do Mayon é seguida de perto pelos vulcanólogos desde julho deste ano, quando o vulcão aumentou sua atividade após quase três anos adormecido. Com uma altura de 2.462 metros e conhecido como "o cone perfeito", o Mayon é um dos vulcões mais ativos das Filipinas.

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