Erupção diminui e UE deve retomar voos

Com queda na atividade de vulcão na Islândia, tráfego aéreo no norte do continente volta ao normal hoje

, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2011 | 00h00

BERLIM

Com a diminuição da atividade do vulcão islandês Grimsvotn, o tráfego aéreo europeu deve voltar hoje ao normal. Ontem, aeroportos de várias cidades alemãs foram fechados pela manhã, mas reabriram no decorrer do dia (mais informações nesta página). Desde o começo da semana, a erupção provocou o cancelamento de cerca de mil voos no norte da Europa, segundo a Eurocontrol, órgão que monitora o tráfego aéreo no continente. As cinzas espalharam-se pela Grã-Bretanha, Escandinávia e norte da Alemanha.

"Ocorreram pouquíssimas erupções e o vulcão está razoavelmente calmo", disse o chefe de operações da Eurocontrol Brian Flinn. "Se continuar assim, o tráfego aéreo europeu voltará ao normal amanhã (hoje)."

De acordo com cientistas islandeses, o vulcão está expelindo vapor d"água e o pico da erupção já passou. Para o geofísico Pall Einarsson, da Universidade da Islândia, é improvável que a situação mude nos próximos dias.

"Nesse ponto, podemos dizer que o pior já passou", afirmou. A maior parte das cinzas que continua sendo produzida está se depositando na geleira ao redor da cratera."

A erupção de sábado do Grimsvotn, o vulcão mais ativo do país, foi a mais forte desde 1873. Ela superou também a do Eyjafjallajökull, que paralisou todo o tráfego aéreo europeu no ano passado.

A primeira-ministra da Islândia, Johanna Sigurdardottir, disse que o transtorno aéreo estava sendo superado. "Os problemas que os países vizinhos estão enfrentando por causa das cinzas serão resolvidos", garantiu.

Críticas. Apesar de especialistas alertarem para os riscos de voo em meio a cinzas vulcânicas, que provocaria danos aos motores, empresas aéreas europeias contestaram o veto. A British Airways e a RyanAir fizeram testes em diversas altitudes na área afetada sem danos para as aeronaves. Para o ministro dos Transportes da Alemanha, Peter Ramsauer, no entanto, as precauções são necessárias. / AP e REUTERS

 

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