VF.IS/via REUTERS
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Erupção vulcânica ilumina o céu perto da capital da Islândia 

Vulcão Krysuvik estava inativo havia 900 anos, de acordo com a entidade meteorológica local 

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2021 | 23h57

REYKJAVIK - Um vulcão entrou em erupção nesta sexta-feira, 19, na Islândia, a cerca de 40 km da capital, Reykjavik, informou a agência meteorológica do país, enquanto uma nuvem vermelha iluminava o céu.

"Uma erupção vulcânica começou em Fagradalsfjall. O tráfego aéreo está em código vermelho, mas os sismógrafos registram muito pouca turbulência", publicou a agência no Twitter.

O sistema vulcânico de Krysuvik está localizado ao sul da Montanha Fagradalsfjall, na Península de Reykjanes, sudoeste da Islândia. A agência informou em seu site que recebeu a primeira notificação às 18h40 (hora de Brasília). A erupção foi confirmada por câmeras e imagens de satélite.

O Aeroporto Internacional de Keflavik e o pequeno porto de pesca de Grindavik ficam a apenas alguns quilômetros de distância, mas a área é desabitada e a erupção não deve representar perigo.

As erupções vulcânicas da região são efusivas, ou seja, a maior parte da lava corre em direção ao solo, diferente das explosões que lançam nuvens de cinzas ao céu.

Krysuvik estava inativo havia 900 anos, de acordo com a entidade metereológica, e a última erupção na Península de Reykjanes ocorreu há quase 800 anos, por volta de 1240.

A área está sob maior vigilância há semanas, pois em 24 de fevereiro foi registrado um terremoto de magnitude 5,7 próximo ao Monte Keilir, nos arredores de Reykjavik.

Esse terremoto foi seguido por um número incomum de tremores mais fracos: mais de 50 mil, a maior quantidade desde o início dos registros digitais em 1991.

Desde então, a atividade sísmica se deslocou vários quilômetros para o sudoeste, concentrando-se em torno da Montanha Fagradalsfjall, onde foi detectado magma apenas um quilômetro abaixo da superfície da Terra nos últimos dias.

As emissões de gases de vulcões, em especial dióxido de enxofre, podem ser elevadas nas proximidades do local de uma erupção e representar um perigo para a saúde, chegando até a ser fatal. À distância, dependendo do vento, a poluição pode exceder limites aceitáveis./AFP 

 

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