Erupção vulcânica no Chile está diminuindo, dizem cientistas

Autoridades mostram preocupação com impacto ambiental sobre lagos e plantações

Agência Estado

08 de junho de 2011 | 20h17

Criadores de gado têm autorização para retornar e alimentar animais

 

ENTRELAGOS - Cientistas chilenos disseram nesta quarta-feira, 8, que a erupção do vulcão Puyehue-Cordón Caulle está diminuindo, embora tenham afirmado que a nuvem de cinzas que cobre parte da região sul do continente continuará a ser expelida por alguns dias, o que pode fazer com que o tráfego aéreo da região siga com dificuldades.

 

Veja também:

mais imagens Galeria: Imagens da erupção e suas consquências

 

A nuvem de cinzas expelida pelo complexo vulcânico, situado cerca de 900 quilômetros ao sul de Santiago, causou preocupações a respeito dos campos de cultivo, rios e lagos. A ordem de retirada da população que vive no entorno do vulcão continua em vigor, mas alguns moradores recebem autorização específica para retornar a suas casas e alimentar o gado e os animais domésticos e sair em seguida.

 

O ministro chileno da Agricultura, Antonio Galilea, visitou a área nesta quarta, onde a erupção era visível apenas ocasionalmente por conta das chuvas e das nuvens. "Apesar da emergência em andamento, os criadores de gado estão habituados a guardar alimentos e tinham reservas para alimentar seus animais. Se as reservas se esgotarem, estamos preparados para enfrentar a situação", assegurou o ministro.

 

Diversos imóveis da região estão encobertos por uma espessa capa de cinza, mas outros escaparam graças aos fortes ventos, que levaram as cinzas e o material da erupção para a vizinha Argentina. Há fortes ventos e faz muito frio na região onde se situa o vulcão El Caulle, que entrou em erupção no sábado.

 

A situação do tráfego aéreo na região melhora gradativamente, com a retomada das principais rotas de voo a partir dos aeroportos argentinos, uruguaios e chilenos. Pontes aéreas para o sul da Argentina, porém, seguem suspensas.

 

Água

Galilea, o ministro, também manifestou preocupação com a possibilidade de contaminação dos rios e lagos da região. É possível observar uma capa de cinzas sobre as águas de rios como o GolGol e o Nilahue, assim como sobre lagos para os quais as cinzas foram levadas por afluentes. O ministro chileno disse que foram encontrados muitos peixes mortos no Rio Nilahue por causa da contaminação.

 

As cinzas também provocaram a interdição de estradas. Em alguns lugares, a capa de cinzas alcança meio metro de altura. O passo Cardenal Samoré, segunda via de comunicação terrestre mais importante entre o Chile e a Argentina, está fechado desde o fim de semana.

 

O ministro chileno de Obras Públicas, Hernán de Solminihac, que também visitou hoje a região afetada, observou que o trabalho de limpeza para a abertura da passagem de fronteira demorará pelo menos dois dias. As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.