Pablo Martinez Monsivais/AP
Pablo Martinez Monsivais/AP

Escândalo embaralha disputa pela Casa Branca

Pesquisa mostra que denúncia de abuso sexual custou 9 pontos porcentuais a Cain, estrela das prévias do Partido Republicano

DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE/ WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2011 | 03h05

Novato na política e único negro entre os oito pré-candidatos republicanos à Casa Branca, Herman Cain despencou nove pontos porcentuais na preferência do eleitorado conservador, depois de ter seu nome envolvido em um escândalo sexual. Ele é acusado de ter assediado funcionárias nos anos 90. Uma pesquisa do instituto Ipsos aponta que ele passou de 66% para 57% na corrida pela candidatura republicana.

Depois de Cain ter disputado a liderança nas pesquisas, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney consolidou-se como o favorito na corrida, com apoio de 63% dos republicanos.

Desde outubro, Cain - ex-presidente da rede de fast-food GodFather's Pizza - subia rapidamente nas pesquisas graças à sua proposta "999", que prevê a adoção de uma alíquota única de 9% para impostos federais. No dia 30, sua sorte virou: o site Politico divulgou uma denúncia de duas ex-funcionárias da Associação Nacional de Restaurantes que afirmam ter sido assediadas por Cain nos anos 90, quando ele presidia a entidade.

Elas teriam recebido US$ 45 mil para ficarem quietas. Na semana passada, uma terceira denunciante somou-se ao grupo.

Segundo a pesquisa divulgada ontem, 88% dos republicanos estavam informados sobre o escândalo sexual. Destes, 35% disseram-se "menos favoráveis" a Cain por causa das acusações.

A ascensão e queda de Cain se dá em um momento de incerteza sobre a eleição de 2012. Ao analisar diferentes cenários econômicos e candidatos republicanos, o New York Times de ontem concluiu que o presidente Barack Obama terá grandes dificuldades de ser reeleito.

Com crescimento da economia de 2,3%, Obama teria 40% de chances de ganhar a disputa de Romney e 27% de derrotar seu ex-embaixador na China, Jon Huntsman. Obama enfrenta uma desaprovação de 54% - a mais alta de um ocupante da Casa Branca nos últimos 20 anos.

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