Escândalo leva estatal alimentícia para mãos da vice-presidência

CARACAS

Reuters, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2010 | 00h00

Além da reforma ministerial, o presidente Hugo Chávez transferiu ontem a estatal Produtora e Distribuidora Venezuelana de Alimentos (PDVAL), que era ligada à gigante petrolífera PDVSA, para a alçada da vice-presidência.

A mudança ocorre por causa da descoberta de cerca de 100 mil toneladas de carne estragada dentro de contêineres que o governo venezuelano havia importado. A carga estava abandonada em Puerto Cabello e deveria ter sido vendida a baixo preço na Venezuela.

Chávez ficou em uma situação difícil, já que culpava o capitalismo e os especuladores pela falta de produtos nas prateleiras dos supermercados do país. O presidente prometeu investigar o escândalo. A polícia prendeu o ex-presidente da PDVAL, Luis Enrique Pulido, e outros dois ex-diretores da empresa.

No entanto, a oposição e a Igreja acusaram o governo de responder timidamente ao escândalo, considerado por eles como um "sinal de corrupção" dentro do governo Chávez.

Alguns líderes da oposição pediram a abertura de processos contra o ministro da Energia e o presidente da PDVSA, Rafael Ramírez. A alteração determinada ontem por Chávez, subordinando a PDVAL à vice-presidência, é uma tentativa de superar o escândalo.

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