REUTERS/Kim Kyung-Hoon
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Escândalo na Coreia do Sul faz ministro e secretário renunciarem

O titular da Justiça, Kim Hyun-woong, e o secretário presidencial de assuntos civis, Choi Jai-kyeong apresentaram suas demissões após acusações da promotoria; presidente Park Geun-hye foi intimada a depor na terça-feira, 29

O Estado de S. Paulo

23 de novembro de 2016 | 10h27

SEUL - O ministro da Justiça e um secretário de presidência da Coreia do Sul apresentaram nesta quarta-feira, 23, suas renúncias devido ao escândalo do suposto tráfico de influência envolvendo em que a presidente do país, Park Geun-hye, é apontada como cúmplice.

O titular da Justiça, Kim Hyun-woong, e o secretário presidencial de assuntos civis, Choi Jai-kyeong, apresentaram suas respectivas renúncias após afirmações feitas pelos promotores no último domingo que a chefe de Estado poderia ser cúmplice dos três réus no maior escândalo político no país nos últimos anos.

Os promotores também enviaram nesta quarta uma intimação para a presidente sul-coreana, para que ela preste depoimento na próxima terça-feira, dia 29, mas espera-se que Park faça uso de sua imunidade e não compareça.

As duas renúncias, que se somam a de dois representantes do partido governante Saenuri, na última segunda-feira, deverão ser ratificadas pela presidente.

Investigações. Os promotores afirmaram no último domingo que Park cooperou com sua íntima Choi Soon-sil e outros dois ex-colaboradores, pressionando mais de 50 empresas do país para que doassem um total de US$ 65,7 milhões para duas fundações.

Entre aqueles que estariam envolvidos se encontra o Grupo Samsung, cujas instalações foram alvo de operações feitas pelos promotores. É a terceira vez que a empresa é alvo desta ação desde o início do mês.

Os promotores interrogaram o vice-presidente e herdeiro da Samsung Electronics, Lee Jae-yong, e outros diretores. Eles suspeitam que o grupo entregou US$ 17,3 milhões para fundações operadas por Choi Soon-sil e US$ 2,9 milhões para uma empresa na Alemanha também de propriedade dela.

O escândalo conhecido como "Choi Soon-sil Gate", onde também está sendo investigado a mediação ilícita em assuntos de Estado da amiga da presidente, fez despencar a popularidade de Park e gerou inúmeros pedidos de renúncia. / EFE

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