Escândalo não tira parlamentar do Japão do cargo

O veterano parlamentar Ichiro Ozawa disse, neste sábado, que não deixará seu importante posto no partido governista do Japão, apesar de prisões de seus assessores, em uma investigação de um escândalo sobre financiamentos que envolve o Partido Democrático do Japão (PDJ). As prisões são mais um revés para o partido, que perde apoio público após várias suspeitas financeiras, incluindo um escândalo de financiamento de US$ 4,4 milhões ligado do primeiro-ministro Yukio Hatoyama.

AE-AP, Agencia Estado

16 de janeiro de 2010 | 12h15

Ozawa é visto como um dos arquitetos da folgada vitória da sigla em agosto, quando o Partido Liberal Democrático (PLD) perdeu o poder após cinco décadas. "Nossos fundos não têm nada a ver com dinheiro ilegal", garantiu ele.

Promotores prenderam Tomohiro Ishikawa, parlamentar de 36 anos do PDJ bastante próximo de Ozawa, por supostamente falsificar dados sobre prestação de contas de uma importante entidade para arrecadação de fundos do próprio Ozawa. Outras duas pessoas ligadas a Ozawa foram presas entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado.

Hatoyama disse que confiava em Ozawa e pediu que ele permanecesse como secretário-geral do partido, o segundo cargo na sigla. O PDJ se aponta para eleições da Câmara Alta, em julho. Hatoyama assumiu como primeiro-ministro em setembro, meses após Ozawa renunciar da liderança partidária, após ser envolvido em outro escândalo envolvendo doações.

Pesquisas mostram o governo de Hatoyama perdendo apoio. A popularidade do líder está em aproximadamente 50%, mas já foi de mais de 70%. As informações são da Associated Press.

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