Escândalo Petraeus não colocou EUA em risco, garante Obama

Em sua primeira coletiva após eleição, presidente também defendeu impostos sobre ricos para conter o endividamento

GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2012 | 02h05

Em sua primeira entrevista coletiva depois de ser reeleito presidente dos EUA, Barack Obama afirmou ontem que o escândalo envolvendo o ex-diretor da CIA David Petraeus não pôs em risco a segurança nacional americana.

Ao longo de quase uma hora, Obama respondeu perguntas referentes não apenas a Petraeus, mas também relacionadas ao atentado contra o Consulado dos EUA em Benghazi, à guerra civil na Síria, ao programa nuclear iraniano, ao abismo fiscal, à imigração e ao aquecimento global.

"Não há nenhuma evidência até este momento de que informações secretas tenham sido divulgadas, provocando um impacto negativo na segurança nacional", disse Obama, depois de elogiar Petraeus por seu trabalho tanto como militar quanto na CIA. "Ele teve uma carreira extraordinária e nos deixou mais seguros", acrescentou.

Uma investigação do FBI descobriu que Petraeus era amante de Paula Broadwell, uma ex-militar que foi sua biógrafa. Ela é acusada de enviar mensagens ameaçadoras para Jill Kelley, amiga da família do general, que também estaria envolvida em uma troca gigantesca de mensagens de conotação sexual com John Allen, comandante das forças americanas no Afeganistão.

Segundo a agência Reuters, um computador de Paula apreendido pelo FBI continha uma significativa quantidade de dados sigilosos. O conteúdo do material e a maneira que Paula o adquiriu continuam sob investigação.

Mas Obama disse que não há indícios de que qualquer informação sigilosa tenha sido divulgada. Ele preferiu não opinar "sobre a forma como o processo em torno de Petraeus" foi conduzido, afirmando que o FBI "tem seus próprios protocolos". O presidente foi avisado do caso quatro meses depois do início das investigações. Petraeus comparece hoje ao Comitê do Senado para prestar declarações sobre o atentado em Benghazi.

Imposto. O presidente também defendeu impostos sobre as camadas mais ricas dos americanos, ao mesmo tempo em que os contribuintes que ganham menos de US$250 mil ao ano teriam isenção parcial.

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