Melina Mara/Washington Post
Melina Mara/Washington Post

Escândalo sexual foi estopim de investigação de e-mails de Hillary

Anthony Weiner tem um histórico de escândalos que lhe custou o casamento com uma das principais assessoras da democrata, o mandato de deputado federal e a candidatura à prefeitura de Nova York

Cláudia Trevisan, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S. Paulo

31 de outubro de 2016 | 05h00

WASHINGTON - Dono do laptop que causou uma crise na campanha de Hillary Clinton a menos de duas semanas da eleição, Anthony Weiner tem um histórico de escândalos relacionados à compulsão de enviar mensagens sexuais explícitas para mulheres, o que lhe custou o casamento com uma das principais assessoras da democrata, o mandato de deputado federal e a candidatura à prefeitura de Nova York.

Policiais encontraram no laptop mensagens de Huma Abedin, a ex-mulher de Weiner que trabalha com Hillary desde 1996, quando a atual candidata era primeira-dama dos EUA. A descoberta foi casual e ocorreu durante uma investigação sobre a suposta troca de mensagens de natureza sexual entre Weiner e uma garota de 15 anos.

O primeiro episódio do escândalo de Weiner veio à tona em 2011, quando ele era um promissor deputado democrata. Na época, ele enviou uma foto íntima a uma estudante de 21 anos. A imagem e a identidade de Weiner acabaram sendo reveladas pelo site BigGovernment, o que levou à sua renúncia.

O ex-deputado tentou retomar sua carreira política em 2013, com a candidatura à prefeitura de Nova York. No meio da campanha, um novo caso veio à tona: Weiner enviou fotos explícitas para uma mulher de 22 anos do Estado de Indiana. Apesar disso, ele decidiu manter a candidatura e acabou perdendo as primárias do Partido Democrata para o atual prefeito, Bill de Blasio.

Nas duas ocasiões, Huma permaneceu ao lado do marido e chegou a participar de uma entrevista coletiva sobre o escândalo durante a campanha para a prefeitura de Nova York. 

Mas o casamento chegou ao fim em agosto, quando o jornal New York Post revelou que Weiner havia trocado mensagens sexuais com uma menor. Em uma das fotos, ele aparecia deitado na cama ao lado do filho de 4 anos do casal. No dia seguinte, Huma anunciou a decisão de se separar.

A candidatura à prefeitura de Nova York e o drama provocado pela revelação do escândalo de 2013 foram objeto do documentário “Weiner”, lançado neste ano no meio da campanha eleitoral de Hillary. Apesar da crise, Weiner permitiu que o documentário continuasse a ser feito, com cenas que mostraram a reação de Huma ao escândalo. 

 

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