Escândalo sexual torna governo italiano ainda mais frágil

Ameaçado no Parlamento, Berlusconi é acusado por opositores de prejudicar a imagem do país no exterior

, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2011 | 00h00

A perda parcial da imunidade frente à Justiça reacendeu ontem, na Itália, a expectativa de que as denúncias de corrupção e os escândalos sexuais envolvendo Silvio Berlusconi sejam, enfim, investigados a fundo. Abalado pelo fim da coligaçào com parte de sua base de apoio, o governo de "Il Cavalieri", que já era frágil, agora corre mais riscos de naufragar.

Ontem, os ataques da oposição fustigaram o envolvimento sexual de Berlusconi com prostitutas e, no caso de Ruby, com menores. Massimo D"Alema, ex-premiê e um dos líderes do Partido Democrático (PD), o maior da oposição, lamentou que o escândalo resulte na exposição internacional da Itália. "A imagem do país no exterior é aquela que se pode imaginar de um primeiro-ministro nessa situação. Eu os deixo imaginar", lamentou.

Pier Luigi Bersani e Antonio Di Pietro, outros dois líderes da oposição do PD, denunciaram a perda de poder de Berlusconi, enfraquecido pela maioria apertada no Parlamento e pela Justiça em seus calcanhares. "Berlusconi tornou-se um primeiro-ministro em fuga do país e de si mesmo", afirmaram.

As críticas da oposição também refletem o cerco político ao governo do magnata da mídia. Em 14 de dezembro, Berlusconi venceu por apenas três votos de vantagem - 314 contra 311 - o voto de confiança que submeteu ao Parlamento. Apesar da vitória, a hipótese de convocação de eleições antecipadas pelo presidente Giorgio Napolitano não foi afastada em dezembro e ainda sobre o governo.

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