Escândalos minam aprovação a primeiro-ministro japonês

Há mais eleitores japoneses insatisfeitos com o governo do primeiro-ministro Yukio Hatoyama do que apoiadores, mostrou uma pesquisa neste domingo, em um sinal de que um escândalo de financiamento está arruinando as chances do governo em uma eleição parlamentar crucial no meio do ano.

REUTERS

07 de fevereiro de 2010 | 11h44

Se os partidos de oposição obtiverem uma maioria no pleito previsto para julho, podem adiar projetos de lei na câmara alta do parlamento, travando a agenda política no momento em que o Japão luta para manter a recuperação econômica e ao mesmo tempo conter sua enorme dívida pública.

A taxa de aprovação do governo Hatoyama está em 41 por cento, caindo abaixo da cifra de 45 por cento de desaprovação pela primeira vez desde agosto, quando o Partido Democrata japonês derrotou seu rival conservador há longo tempo no poder, de acordo com a pesquisa do jornal Asahi realizada por telefone na sexta-feira e no domingo.

O diário Yomiuri disse neste domingo que uma pesquisa similar realizada pelo jornal mostrou que 44 por cento apóiam o governo atual contra 47 por cento que não o fazem.

Cerca de 70 por cento das pessoas entrevistas nas pesquisas do final de semana pelos jornais Asahi, Yomiuri e Mainichi e pela agência de notícias Kyodo crêem que o chefe do partido governista Ichiro Ozawa deveria renunciar ao cargo de secretário-geral por conta de um escândalo de financiamento, mesmo que os promotores de Tóquio tenham decidido não apresentar acusações por falta de provas.

(Reportagem de Rita Otsuka)

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