Jane Barlow/PA via AP
Jane Barlow/PA via AP

Escócia começa a preparar lei para referendo sobre saída do Reino Unido

Premiê Nicola Sturgeon qualificou como 'democraticamente inaceitável' a perspectiva de que a Escócia deixará a União Europeia contra o desejo de seus cidadãos 

Fernando Nakagawa, correspondente / Londres, O Estado de S. Paulo

24 Junho 2016 | 09h23

LONDRES - Seis horas após o anúncio da vitória do voto pela saída dos britânicos da União Europeia (UE), a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, anunciou nesta sexta-feira, 24, que começa a trabalhar na proposta de um novo referendo sobre a independência da Escócia do Reino Unido. Sob o argumento de que escoceses votaram majoritariamente a favor do grupo europeu, a líder regional disse que é "altamente provável" a realização de uma nova consulta nos moldes da votação feita em 2014.

Enquanto a votação geral do referendo deu vitória ao Brexit por 52% a 48%, o placar na Escócia mostra resultado oposto: 62% de apoio à permanência na UE contra 38% favorável à saída. Por isso, a primeira-ministra escocesa diz que uma nova votação sobre a independência dos demais britânicos é uma opção que "está sob a mesa". "Eu estou determinada a fazer o que for necessário para garantir que essas aspirações sejam materializadas", disse.

Nicola Sturgeon qualificou como "democraticamente inaceitável" a perspectiva de que a Escócia deixará a União Europeia contra o desejo de seus cidadãos. Por isso, informou que o governo começa a preparar a legislação para um segundo referendo. Em 2014, escoceses votaram "Não" à separação dos demais britânicos com vantagem de 55,3%. A primeira-ministra disse que muitos que votaram nessa opção podem reavaliar o voto diante das novas circunstâncias.

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