Escócia: pesquisas mostram incerteza sobre referendo

Três pesquisas sobre o apoio para a independência da Escócia do Reino Unido, divulgados neste sábado, sugerem que o resultado do referendo, que será realizado na próxima semana, é imprevisível.

Estadão Conteúdo

13 de setembro de 2014 | 20h00

Uma pesquisa, divulgada na noite de hoje pela ICM Research para o jornal Telegraph, aponta que o apoio para a independência está sete pontos porcentuais na frente do apoio para que o país continue unido ao Reino Unido, reportou o jornal. Duas sondagens divulgadas mais cedo apontaram o apoio para a permanência da Escócia no Reino Unido ligeiramente na liderança.

Os levantamentos foram anunciados antes do referendo, previsto para a próxima terça-feira, sobre se a Escócia deve por fim em seus 307 anos de união com a Inglaterra. A sondagem ICM com 705 pessoas mostrou que 49% dos entrevistados apoiam a independência do país, enquanto 42% são contra e o restante continua indeciso. Ontem, a ICM publicou uma pesquisa que mostrou o apoio à união entre Escócia e Inglaterra na liderança.

Duas outras pesquisas apresentaram resultados similares e mostraram o apoio para a união na frente. Uma sondagem da Opinium para o jornal Observer mostrou que 47% apoiam a união da Escócia com o Reino Unido, enquanto 43% preferem a independência. O restante dos entrevistados disse que estava indeciso.

Outra pesquisa anunciada nesta sábado pela Survation para a campanha pró-união indicou que 47% apoiam a união contra 41% dos partidários da independência. O restante respondeu que estava indeciso, ou que não deseja revelar sua intenção de voto.

As mais recentes pesquisas mostram uma melhora no apoio à independência entre os escoceses, mas a maioria ainda prefere a união da Escócia com a Inglaterra. Até um mês atrás, o apoio à união estava fortemente na liderança.

O diretor da campanha "Better Together (Melhor Junto)", que é favorável à união, disse que as pesquisas anunciadas neste sábado mostraram que cada único voto conta. "Não há espaço para um voto de protesto quando há tanto em jogo com a decisão irreversível que tomaremos", disse McDougall em um comunicado. Fonte: Dow Jones Newswires.

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