Escócia procura restaurar harmonia depois de plebiscito

Um dia depois do plebiscito histórico na Escócia sobre a independência, separatistas e unionistas se reuniram na Praça George, em Glasgow, para uma reconciliação. O clima era sombrio, apesar dos esforços de um músico e de alguns discursadores para animar a multidão.

Estadão Conteúdo

21 de setembro de 2014 | 11h01

Depois de horas, o encontro azedou. Irrompeu uma gritaria entre os grupos rivais e uma labareda ascendeu, fazendo com que a polícia atuasse para interromper aquilo que as autoridades descreveram como "cenas feias". Onze pessoas foram presas sob diferentes acusações, incluindo vandalismo, mas ninguém se feriu.

Embora apenas algumas entre centenas de pessoas que tinham se reunido estavam envolvidas nos confrontos, isso ilustra como o plebiscito de quinta-feira dividiu a nação em duas, com 55% dos votantes tendo escolhido permanecer parte do Reino Unido e 45% apoiando a independência.

O ministro mais antigo do governo britânico na escócia, Alistair Carmichael, reconheceu que as campanhas que antecederam a votação dividiram relações e tiveram alguns momentos duros, incluindo o aviltamento na internet da autora da serie Harry Potter, J.K. Rowling, uma proeminente apoiadora do unionismo. Falando a repórteres, Carmichael pediu aos escoceses em ambos os lados que deixassem isso para trás.

E não demorou muito para recriminações políticas começarem também. O Partido Nacional Escocês, que liderou a campanha pró-independência, no sábado criticou políticos em Westminster por não cumprir a sua promessa para iniciar o processo de transferência de mais poderes para a Escócia do parlamento do Reino Unido no dia após o referendo. O primeiro-ministro britânico David Cameron, como parte dos esforços para atrair os eleitores, havia nos últimos dias da campanha prometido dar a Escócia mais poder sobre impostos e gastos.

Um porta-voz de Cameron disse neste sábado que o governo iria avançar para cumprir o prometido, com novos poderes a Escócia sobre impostos, gastos e bem social a serem definidos até novembro, com uma legislação feita até janeiro.

Até mesmo a rainha Elizabeth II, que tipicamente permanece calada sobre temas políticos, decidiu intervir. Em um comunicado, declarou que reconhecia que os resultados levaram a emoções conflitantes entre familiares e amigos, mas pediu que as diferenças fossem resolvidas. Fonte: Dow Jones Newswires.

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