Escócia se defende das críticas por libertar um terrorista

País libertou o único condenado pelo pior atentado da história do Reino Unido, no qual morreram 270 pessoas

EFE

23 de agosto de 2009 | 07h28

O Governo nacionalista escocês se defendeu das críticas recebidas de ambos os lados do Atlântico por sua decisão de libertar por razões humanitárias o único condenado pelo pior atentado terrorista da história do Reino Unido, no qual morreram 270 pessoas.

 

A última e também a menos diplomática é a do diretor do FBI (polícia federal americana), Robert Müller, que, em um gesto sem precedentes, escreveu uma carta ao ministro escocês de Justiça, Kenny McAskill, para protestar pela libertação de Abdelbase Ali al-Megrahi, que qualificou de "engano da justiça".

 

Antes de liderar o FBI, Müller teve como promotor um papel-chave na investigação do atentado de 1988 contra um avião da companhia americana Pan Am quando sobrevoava a localidade escocesa de Lockerbie.

 

Em sua resposta, o Governo escocês argumentou que a decisão de libertar Megrahi quando tinha cumprido apenas oito anos do mínimo de 27 que implicava sua pena a cadeia perpétua se ajusta totalmente à legislação escocesa, que permite a libertação por compaixão de um recluso o qual restam poucas semanas de vida, como é o caso do líbio, afligido de um câncer de próstata terminal.

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