Escola é atingida por morteiros e bombas matam 18 em Bagdá

Cinco garotas morreram no ataque com morteiros contra uma escola em um bairro de maioria árabe sunita no oeste de Bagdá no sábado e cinco pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas por uma bomba detonada em um microônibus em uma região xiita. As vítimas estão entre as 18 pessoas mortas por bombas e morteiros na capital iraquiana neste domingo, quando pelo menos outras seis foram mortas a tiros. Uma garota de cerca de 15 anos chamada Ban Ismet disse à Reuters no Hospital Nuaaman que estava no pátio quando o morteiro caiu e que ela ficou ferida nas pernas: "Não consegui ver muito, mas vi minha amiga Maha deitada do meu lado no chão". "Um estilhaço atingiu seus olhos e tinha sangue em toda a sua cara...Ela estava morta." A polícia confirmou o ataque, que é um exemplo das muitas ações diárias com morteiros em áreas sunitas e xiitas da capital. A diretora da escola, Fawziya Swadi, disse que dois morteiros caíram no pátio da instituição no distrito de Adil, na zona oeste de Bagdá. Muitos estudantes estavam no pátio na hora das explosões, que destruíram janelas e espalharam estilhaços de vidros, ferindo alguns deles. Ela disse que 20 pessoas ficaram feridas. Ação de segurançaOs ataques acontecem no momento em que o governo prepara o lançamento de uma ação de segurança para tentar conter a violência sectária que mata centenas de pessoas por semana em ataques com bombas, morteiros e esquadrões da morte. Uma bomba explodiu dentro de um microônibus e matou cinco pessoas, incluindo duas mulheres e uma criança, ferindo outras 35 perto de um mercado lotado no distrito de Sadr City, na zona leste de Bagdá, disse a polícia. Sadr City é o centro do Exército Mehdi, milícia leal ao clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr, e a região vem sendo atingida por grandes ataques com carros-bomba nos últimos meses. O Exército Mehdi é identificado por Washington como a maior ameaça no Iraque por causa das acusações de que opera esquadrões da morte responsáveis por torturas e mortes de dezenas de pessoas, cujos corpos aparecem diariamente jogados em Bagdá. RepressãoO primeiro-ministro Nuri al-Maliki, muçulmano xiita, prometeu reprimir as milícias xiitas ligadas aos seus aliados políticos com a mesma determinação que usa para combater os insurgentes árabes sunitas, apontados responsáveis por muitas explosões. Mas o recente crescimento dos ataques com bombas, muitos deles em áreas xiitas, pode colocar mais pressão sobre seus aliados para que se concentre nos responsáveis - Maliki aponta os insurgentes sunitas e milícias leais ao ex-presidente Saddam Hussein, cuja execução, em dezembro, provocou aumento da tensão sectária. Em outros ataques neste domingo, uma bomba em um miniônibus matou uma pessoa e feriu outras cinco no distrito xiita de Habibiya, no leste de Bagdá, disse a polícia, e uma bomba em outra área xiita, Bayaa, matou mais cinco e feriu 20. Um carro-bomba matou mais dois no distrito misto de Qahira, no norte da cidade. A explosão perto da mesquita de al-Nidaa Sunni também feriu mais quatro. Seis outras pessoas, incluindo o diretor-geral do Ministério de Indústria do Iraque, foram mortas por atiradores.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.