Escola na Alemanha não será memorial contra violência

Pais e estudantes da escola ginasial alemã Johann Gutenberg decidiriam neste domingo não transformar o prédio num memorial às vítimas da violência. Na sexta-feira, o ex-aluno da instituição, Robert Steinhaeuser, de 19 anos, invadiu a escola, matou 16 pessoas depois cometeu suicídio. Funcionários da cidade de Erfurt, capital do Estado da Turíngia, no leste alemão, informaram que as aulas serão canceladas pelo menos por uma semana.Nesse período os estudantes receberão aconselhamento especializado na prefeitura. O prefeito Manfred Ruge disse hoje, depois de um encontro com os pais, professores e estudantes da escola, que todos concordaram em "limpar tudo" e reabrir o edifício "o mais cedo possível" para preparar o terreno e recomeçar a vida.Uma das estudantes, Michaela Seidel, disse que os colegas não querem uma placa enorme para lembrar todos os dias o que aconteceu na instituição. O prédio permanece lacrado pela polícia para a investigação. As autoridades procuram novas pistas sobre os crimes.

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