Escolas dos EUA são alvo de investigação de abuso sexual

O Departamento de Educação dos EUA deu o passo sem precedentes nesta quinta-feira ao liberar os nomes das 55 faculdades e universidades que enfrentam investigações sobre a administração de queixas de abuso sexual.

AE, Agência Estado

01 Maio 2014 | 16h37

O anúncio ocorreu dois dias depois de uma força-tarefa da Casa Branca prometer uma maior transparência do governo sobre agressão sexual no ensino superior. Daqui para frente, segundo o departamento, será mantida uma lista atualizada de instituições que enfrentam investigação deste tipo e os nomes ficarão disponíveis mediante solicitação.

As escolas vão desde grandes universidades públicas, como a Universidade do Estado de Ohio, a Universidade de Michigan e a Universidade do Estado do Arizona, até escolas privadas, como a Swarthmore College, na Pensilvânia, e a Catholic University of America, no Distrito de Columbia. Instituições da Ivy League, como Harvard, Princeton e Dartmouth também estão na lista.

A agência já confirmava investigações quando solicitado, mas estudantes e outras pessoas muitas vezes não estavam cientes do processo.

"Esperamos que este aumento da transparência estimule o diálogo comunitário sobre esta importante questão", disse Catherine E. Lhamon, secretária assistente do departamento de direitos civis, em um comunicado.

Lhamon afirmou que a presença de uma escola na lista não significa que ela violou a lei, mas que uma investigação está em curso.

A lei proíbe a discriminação de gênero nas escolas que recebem recursos federais. É a mesma lei que garante igual acesso ao esporte para meninas, mas também regula a gestão de violência sexual das instituições e cada vez mais está sendo usada por vítimas que dizem que suas escolas não conseguiram protegê-las.

Citando pesquisas, a Casa Branca disse que um em cada cinco estudantes do sexo feminino já foi atacado. O presidente dos EUA, Barack Obama, nomeou uma força-tarefa composta por membros do gabinete para analisar a questão após reclamações sobre o tratamento irregular das vítimas de estupro em campus e sobre a natureza pouco transparente de tais crimes.

A força-tarefa anunciou a criação de um site, notalone.gov, que oferece recursos para as vítimas e informações sobre ações de controle em campus. A força-tarefa também fez uma ampla gama de recomendações para as escolas, tais como a identificação de defensores de vítimas e realização de pesquisas para avaliar melhor a frequência de agressão sexual nos locais. Fonte: Associated Press.

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