Escolha de político ligado a Hezbollah revolta sunitas

Em meio a protestos de partidários do ex-premiê Saad Hariri, os deputados libaneses elegeram ontem o bilionário Najib Mikati para chefiar o governo - o que representa um duro golpe contra os EUA. Indicado pela coalizão da qual o Hezbollah faz parte, o novo premiê rejeitará as investigações do tribunal da ONU que deve acusar a organização xiita pelo atentado que matou Rafik Hariri, pai de Saad, em 2005.

AE, Agência Estado

26 de janeiro de 2011 | 08h02

"Honestamente, minha nomeação pelo Hezbollah não significa que eu concorde com as posições políticas do grupo, a não ser no apoio a sua resistência", disse o novo premiê, referindo-se à luta contra Israel. Considerado o homem mais rico do Líbano, justamente à frente de seu antecessor, o sunita Mikati chegou a fazer cursos na Universidade Harvard, nos EUA. Segundo próprio líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, a organização xiita "não liderará o próximo governo do Líbano. Mikati não integra o grupo."

Os EUA consideram o Hezbollah "terrorista", mas no Líbano, além de ter um braço militar, o grupo é um partido político, administra creches, hospitais e uma rede de TV. Apesar de Mikati ser sunita, seguidores de Hariri afirmam que ele não representa a posição majoritária do grupo étnico. Em protestos, sunitas fecharam estradas e saíram às ruas de Beirute. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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