Escolhido não se interessa pela América Latina

Em razão de sua falta de interesse pela América Latina, o senador democrata John Kerry, escolhido por Barack Obama para substituir Hillary Clinton na secretaria de Estado, não tem especial simpatia da diplomacia brasileira. Considerado bem relacionado, inteligente e afável, a única relação de Kerry com o Brasil foi ter passado sua lua de mel no País e estado no Rio de Janeiro durante a Eco-92.

LISANDRA PARAGUASSU / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2012 | 02h02

O outro nome forte para o cargo, Susan Rice, tampouco era considerada o nome ideal pelos diplomatas brasileiros, especialmente pelos que precisam negociar com ela nas Nações Unidas. Considerada muito dura e belicista, a embaixadora era vista como alguém que considerava aos posições americanas acima de quaisquer outras.

Ontem, em encontro com jornalistas, o chanceler Antonio Patriota elogiou Kerry, lembrou que sua mulher, Teresa Heinz é moçambicana e fala português, e considerou que é normal a falta de interesse pela América Latina, já que não há grandes conflitos ou problemas na região.

"Ele tem muito interesse em meio ambiente, e hoje não se pode tratar de meio ambiente sem se interessar pelo que o Brasil pensa e faz", disse o ministro. Patriota lembrou que existe uma relação bem estabelecida entre os dois países. "Não tenho porque especular sobre mudanças", afirmou o chanceler.

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